Deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da Câmara dos Deputados – Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados.

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PLPB), líder da oposição na Câmara dos Deputados, criticou nesta quarta-feira (15) a forma como vem sendo conduzido o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso Nacional. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.

As propostas em análise na Câmara tratam da mudança na jornada de trabalho, atualmente baseada em seis dias de expediente para um de descanso, e incluem desde a redução da carga horária semanal até a adoção de novos modelos, como a escala 4×3.

Ao comentar o tema, o parlamentar questionou o posicionamento do governo federal e afirmou que o debate precisa ser conduzido com mais responsabilidade. “Se fosse tão fácil resolver esse problema da escala 6×1, que agora o governo quer apresentar como solução, isso já teria sido feito. O governo já teve tempo suficiente. A gente precisa tratar esse assunto com maturidade e responsabilidade”, afirmou.

Apesar das críticas, Cabo Gilberto disse ser favorável a uma discussão sobre mudanças na jornada de trabalho, desde que haja equilíbrio entre trabalhadores e empregadores. “Eu defendo sim que a escala seja mais saudável para o trabalhador, mas também para o empregador. É preciso buscar um equilíbrio para que todos saiam ganhando”, destacou.

O deputado reforçou ainda que pretende atuar, como líder da oposição, para contribuir com o debate no Congresso. “Temos que buscar esse equilíbrio. Vamos trabalhar para construir uma solução que seja viável para o país”, completou.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força na Câmara dos Deputados, mas teve sua análise adiada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após pedido de vista coletiva. O adiamento permite mais tempo para avaliação das propostas, que ainda passarão por outras etapas de tramitação antes de eventual votação em plenário.

Atualmente, tramitam duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) sobre o tema: uma que prevê a redução da jornada semanal sem corte de salário e outra que propõe a adoção de uma escala com três dias de folga. Paralelamente, o governo federal também apresentou um projeto de lei com proposta intermediária, ampliando o debate sobre o modelo de trabalho no país.

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