O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) e da Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereira, esteve na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (12), para tratar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
Durante a agenda em Brasília, Cassiano se reuniu com parlamentares da bancada federal paraibana e apresentou uma cartilha elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta impactos da proposta para o setor produtivo e defende a manutenção do limite legal de 44 horas semanais de trabalho.
“Esse é um trabalho de sensibilização que estamos realizando com a bancada federal da Paraíba, endossando e reforçando a articulação que a CNI tem feito no Congresso Nacional, alertando sobre os riscos que a extinção dessa escala de trabalho pode gerar para o setor industrial”, explicou Cassiano Pereira.
O documento distribuído aos parlamentares destaca possíveis reflexos da mudança na legislação trabalhista sobre custos operacionais, produtividade e competitividade das empresas.
Para o presidente da FIEPB, qualquer alteração na jornada de trabalho deve ser amplamente debatida antes de avançar no Congresso Nacional. “A nossa defesa é a de um modelo que preserve a produtividade brasileira, fortaleça a competitividade do país e assegure os direitos trabalhistas, garantindo também previsibilidade, eficiência operacional e a sustentabilidade das empresas”, acrescentou.
A mobilização ocorre em meio à tramitação da PEC no Congresso, que tem dividido opiniões entre representantes do setor produtivo e defensores da redução da jornada como medida de equilíbrio entre vida profissional e pessoal. A proposta ainda deverá passar por discussões nas comissões da Câmara antes de eventual votação em plenário.
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