Deputada estadual Francisca Motta (Republicanos), durante entrevista à imprensa.

A deputada estadual Francisca Motta (Republicanos) comentou, nesta terça-feira (10), as críticas direcionadas ao seu neto e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (RepublicanosPB), e avaliou a repercussão das vaias registradas durante um evento de pré-Carnaval em João Pessoa. As declarações foram dadas durante a abertura oficial do Ano Letivo 2026 da Rede Estadual de Ensino, no  Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções da Capital, com a presença do governador João Azevêdo (PSB).

O episódio ocorrido na última sexta-feira (6), durante a festa Folia de Rua, ganhou projeção nacional após vídeos circularem nas redes sociais e serem repercutidos pelo portal Metrópoles. Nas imagens, foliões reagem com vaias e gritos ao ouvir o nome de Hugo Motta citado pelo apresentador do evento. Apesar da associação, a assessoria do parlamentar informou que ele não estava presente no local no momento das manifestações, embora seu nome tenha sido vinculado à festa por conta de repasses de recursos públicos.

Para Francisca Motta, as manifestações fazem parte do atual momento político do país. “Eu vejo de uma maneira bem democrática. Nós estamos vivendo um momento difícil, com a sociedade dividida, a política dividida, os partidos divididos. Hugo é jovem, entende isso e sabe que, nesse cenário, vai receber aplausos e também vaias. Isso faz parte do momento que estamos vivendo”, afirmou a deputada.

Debate sobre jornada de trabalho

Na mesma ocasião, Francisca Motta comentou o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, encaminhada nesta segunda-feira (9) por Hugo Motta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

“Essa matéria já começou a tramitar. Ele abraçou o tema, colocou na comissão e haverá uma comissão especial. É uma pauta simpática, que o povo espera há muito tempo. Precisamos olhar os trabalhadores como pessoas que precisam de tempo para a família e para viver melhor”, declarou.

A PEC unifica propostas apresentadas pelos deputados Érika Hilton (PSOLSP) e  Reginaldo Lopes (PTMG) e propõe alterações no artigo 7º da Constituição Federal. O texto prevê mudanças na organização da jornada semanal, atualmente marcada, em muitos setores, pelo regime de seis dias trabalhados para um de descanso.

Com o envio à CCJ, a proposta entra na fase de análise de admissibilidade constitucional. Se aprovada, seguirá para uma comissão especial, responsável por discutir o mérito e realizar audiências públicas. A PEC ainda precisará ser votada em dois turnos no Plenário da Câmara e, posteriormente, no Senado Federal, onde também enfrentará etapas semelhantes.

A tramitação do texto deve intensificar o debate entre centrais sindicais, representantes do setor produtivo e parlamentares nos próximos meses, diante dos possíveis impactos econômicos e sociais da mudança.

Veja abaixo a entrevista de Francisca Motta à imprensa:

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