Marcelo Queiroga (PL), durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), pré-candidato ao Senado pela Paraíba e presidente estadual do Partido Liberal, comentou a declaração do dirigente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, que afirmou que o partido irá atuar para barrar a tramitação da chamada PEC 6×1, proposta que trata do fim da escala de trabalho 6×1.

Valdemar declarou, durante evento com empresários em São Paulo, que a estratégia do PL é tentar impedir que a Proposta de Emenda à Constituição avance, especialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, evitando que o texto chegue ao plenário para votação ainda neste semestre.

Ao comentar o tema, Queiroga adotou um tom mais técnico e defendeu cautela na análise da proposta.

“Na realidade, não é barrar ou não barrar uma proposta de emenda constitucional. É necessário um quórum qualificado em duas votações nas duas casas do Congresso Nacional devido à relevância do tema”, afirmou.

O ex-ministro destacou que o foco do debate deve ser o impacto real da medida sobre os trabalhadores e a economia do país.

“O que precisa ser discutido é se essa PEC 6/1 realmente beneficia a classe trabalhadora ou se isso vai jogar os trabalhadores na informalidade, os prejudicando e inclusive criando dificuldades ainda maiores para a Previdência Social. Somente um debate qualificado no âmbito do Congresso Nacional, verificando os prós e os contras de uma proposta dessa natureza”, declarou.

Queiroga também fez críticas à origem da proposta, associando-a a setores da esquerda.

“Como vem desses políticos da esquerda, a gente logo desconfia que isso não é bom para o Brasil. Tem um cunho demagógico e que, no final do dia, prejudica o povo brasileiro. Não estou fazendo aqui uma análise específica sobre essa PEC, e ela ainda precisa passar por um processo legislativo regular para verificar os seus reais benefícios”, completou.

A PEC que propõe mudanças na jornada tradicional de trabalho tem provocado forte debate no Congresso Nacional e no meio empresarial. Enquanto setores defendem a redução da carga horária como avanço social, partidos de oposição e representantes do empresariado alertam para possíveis impactos econômicos e eleitorais.

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