Em nova movimentação com repercussão no cenário político nacional, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (29) a visita do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL–PB) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado na unidade conhecida como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A visita está marcada para 7 de fevereiro, das 8h às 10h.
A decisão judicial confirma a inclusão de Gilberto, líder da oposição na Câmara dos Deputados e uma das vozes mais ativas contra o atual governo, na lista de visitantes autorizados, junto com outros parlamentares da bancada bolsonarista.
No entanto, Moraes vetou os pedidos de visita do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL–ES), aliados históricos de Bolsonaro. A negação foi motivada pelo entendimento de que o contato direto entre investigados em processos correlatos e o ex-presidente poderia representar risco às investigações em andamento.
Segundo o ministro, a autorização de visitas de dirigentes com vínculos investigativos com o próprio processo penal de Bolsonaro poderia comprometer a disciplina e a segurança do ambiente prisional.
Além da visita de Cabo Gilberto, outros encontros foram agendados para fevereiro, com datas e horários específicos para parlamentares e figuras políticas indicadas pela defesa de Bolsonaro. A agenda política dentro e fora dos muros da Papuda se intensifica justamente quando o ex-presidente formalizou apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ), à Presidência da República.
Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também havia recebido autorização do STF para visitar Bolsonaro, mas o encontro acabou cancelado, com previsão para acontecer nesta quinta-feira (29). Antes da visita de Cabo Gilberto, Bolsonaro recebeu na quarta-feira (28), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jorge de Oliveira, e o senador Rogério Marinho (PL–RN).
Bolsonaro foi inicialmente detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) e, em 15 de janeiro, transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha, local que atualmente cumpre sua pena em regime fechado.
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