O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado na manhã desta quarta-feira (7) ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A remoção ocorreu sob escolta da Polícia Federal (PF), em operação discreta determinada pela Corte.
Bolsonaro deixou a Superintendência da PF por volta das 11h23, em veículo oficial, para se submeter a exames de imagem, entre eles tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma. A ida ao hospital foi autorizada após a defesa detalhar os procedimentos considerados necessários, pedido que havia sido negado inicialmente na terça-feira (6).
A medida ocorre após o ex-presidente passar mal e sofrer uma queda durante a madrugada de terça, na sala onde está custodiado. Segundo seu médico, o cirurgião Cláudio Birolini, Bolsonaro caiu da cama enquanto dormia e sofreu um traumatismo cranioencefálico leve, quadro que exige monitoramento clínico, embora não indique, a princípio, lesão grave.
A queda aconteceu poucos dias depois de Bolsonaro ter recebido alta hospitalar, após procedimentos para tratar uma hérnia abdominal e episódios persistentes de soluços. De acordo com informações apuradas, ele não acionou imediatamente os agentes da PF após o acidente, e a lesão foi identificada apenas no dia seguinte.
Em avaliação inicial, médicos da Polícia Federal constataram que Bolsonaro estava consciente, orientado e sem déficit neurológico, apresentando apenas uma lesão superficial no rosto. Diante desse quadro, foi recomendada apenas observação médica naquele primeiro momento. No entanto, a defesa insistiu na necessidade de exames mais detalhados, o que levou à nova decisão do STF.
Na autorização desta quarta-feira, Alexandre de Moraes determinou que o transporte e a segurança fossem realizados de forma reservada, com entrada do ex-presidente pela garagem do hospital, além de vigilância integral durante todo o período de exames e no retorno à custódia da PF.
O episódio adiciona um novo capítulo à já tensa relação entre Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal, em um contexto de forte vigilância jurídica e política sobre o ex-presidente. Nos bastidores, a avaliação é de que qualquer movimentação envolvendo sua saúde passa agora por rigoroso controle judicial, refletindo o peso institucional do momento e a cautela do STF diante do caso.
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