Pablo PORCIUNCULA / AFP Bolsonaro A necessidade de um esquema de segurança robusto para qualquer deslocamento de Jair Bolsonaro se deve ao fato de ele estar cumprindo prisão domiciliar - Foto: Pablo Porcincula / AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele fosse removido imediatamente a um hospital particular para a realização de exames médicos. A decisão foi tomada após Bolsonaro relatar uma queda durante a madrugada desta terça-feira (6), na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Após a negativa, os advogados do ex-presidente apresentaram ao STF a relação de exames solicitados pelo médico particular de Bolsonaro e reiteraram o pedido para que os procedimentos sejam realizados com urgência em ambiente hospitalar especializado. Entre os exames indicados estão tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.

Segundo informações divulgadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente passou mal durante o sono, sofreu uma queda e bateu a cabeça em um móvel. A Polícia Federal confirmou que Bolsonaro recebeu atendimento médico ainda na unidade prisional, mas afirmou que os ferimentos foram considerados leves e que, inicialmente, não houve indicação de encaminhamento hospitalar, sendo recomendada apenas observação.

No despacho, Moraes destacou que não há, até o momento, necessidade de remoção imediata do custodiado para um hospital, conforme relatório médico da Polícia Federal. O ministro solicitou, no entanto, que a defesa detalhe quais exames são indispensáveis, para que seja avaliada a possibilidade de realização dos procedimentos no próprio sistema penitenciário ou mediante prévio agendamento, caso haja comprovação da necessidade.

De acordo com o médico particular de Bolsonaro, Brasil Ramos Caiado, o ex-presidente apresenta um quadro clínico compatível com traumatismo craniano leve, síncope noturna associada à queda, possível crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante na região temporal direita. A defesa sustenta que os exames são essenciais para afastar riscos de agravamento neurológico.

Laudo médico encaminhado pela Polícia Federal aponta que Bolsonaro estava consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico, com motricidade preservada, apresentando apenas lesão superficial na face. O relatório elenca hipóteses como interação medicamentosa, crise epiléptica, adaptação ao uso de CPAP, processo inflamatório pós-operatório e queda durante a madrugada.

O episódio ocorreu poucos dias após Bolsonaro retornar à custódia da PF, depois de passar nove dias internado para tratamento de uma hérnia inguinal bilateral e de crises persistentes de soluço. No período de internação, o ex-presidente passou por procedimentos como bloqueio do nervo frênico, endoscopia e cirurgia de reforço, segundo informações da equipe médica.

A defesa segue aguardando nova manifestação do Supremo sobre a realização dos exames recomendados, enquanto Bolsonaro permanece sob observação médica na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

➕ Com Jair Bolsonaro inelegível e preso, Flávio é lançado como pré-candidato do PL à Presidência em 2026

➕ Clique aqui para seguir o canal “FONTE83” no WhatsApp e fique bem informado

📷Siga o Fonte83 no Instagram

Compartilhe esse conteúdo: