O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL–PB), líder da oposição na Câmara dos Deputados, comentou nesta quarta-feira (28) o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para a realização de visitas políticas durante o período de prisão do ex-chefe do Executivo.
O parlamentar paraibano é um dos nomes citados na solicitação, que também inclui outros aliados de Bolsonaro e o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. A iniciativa ocorre em meio à reorganização do campo bolsonarista e às articulações com foco nas eleições de 2026.
Em entrevista ao portal Fonte83, Cabo Gilberto afirmou que a principal motivação da visita é manifestar apoio ao ex-presidente e manter o alinhamento político.“Primeiro, prestar toda nossa solidariedade à injustiça jamais vista na história do país com o presidente Bolsonaro, que não cometeu crime nenhum. Foi condenado por um crime impossível, sendo humilhado, massacrado, com a Constituição Federal sendo rasgada”, disse.
Segundo o deputado, o encontro também teria como objetivo discutir os rumos da oposição no Congresso e o planejamento eleitoral. “Falar da minha liderança da oposição, saber as determinações dele como a nossa maior liderança para que possamos executar esse trabalho em 2026 e vencer as eleições, tirando o PT do comando do Brasil”, afirmou.
Cabo Gilberto reforçou que o gesto vai além da estratégia política.“O importante dessa visita é prestar toda a nossa solidariedade ao presidente Bolsonaro por tudo que vem ocorrendo”, completou.
Pedido ao STF
A solicitação enviada ao STF inclui ainda os senadores Wilder Morais (PL–GO) e Magno Malta (PL–ES), além do deputado Hélio Negão (PL–RJ). As visitas fazem parte de uma movimentação política em meio ao atual cenário jurídico enfrentado por Bolsonaro.
Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chegou a obter autorização para visitar o ex-presidente, mas o encontro foi cancelado. Bolsonaro deve receber, ainda nesta semana, outras lideranças políticas.
Prisão de Bolsonaro
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, após condenação por tentativa de golpe de Estado. Ele foi transferido, no último dia 15, da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Ouça a entrevista de Cabo Gilberto Silva ao portal Fonte83:
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