Senador Efraim Filho (União Brasil) - Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Efraim Filho (PL) comentou nesta sexta-feira (27) sobre o relatório final da CPMI do INSS e ressaltou a importância de que as investigações sigam em paralelo por órgãos como a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF).

“Ela teve um grande mérito: jogou luz sobre um tema que não poderia passar despercebido pelo povo brasileiro. É esse tipo de conduta, o desvio de regras, especialmente sobre aposentados, em sua face mais cruel, que evidencia a corrupção no Brasil. É uma pena que haja uma decisão que limite o tempo de funcionamento da CPMI, mas o relatório final será apresentado ainda hoje, na sessão da própria comissão”, ressaltou durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.

Efraim destacou que o trabalho da CPMI deve ser valorizado e articulado com outras investigações em andamento. “Esperamos que o resultado avance e vamos avaliar como conduzir isso em conjunto com as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, para que esse trabalho continue sendo valorizado e não se perca. Afinal, ele trouxe à sociedade brasileira importantes informações sobre grandes esquemas de corrupção”, argumentou.

Relatório final e indiciamentos

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou nesta sexta-feira (27) o parecer final, que recomenda o indiciamento de 216 pessoas. Entre os citados está Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República.

A defesa de Lulinha nega envolvimento em irregularidades. Ele não é formalmente investigado pela Polícia Federal, mas seu nome surgiu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizadas em dezembro de 2025. O relatório cita indícios de proximidade de Lulinha com empresários ligados ao esquema investigado, incluindo supostas “mesadas” e viagens custeadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Gaspar recomendou o indiciamento de Lulinha pelos crimes de tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, organização criminosa e participação em corrupção passiva.

Vale lembrar que uma CPMI não possui poder de condenação, mas pode encaminhar recomendações à Procuradoria-Geral da República para providências legais.

Com o relatório final apresentado, o próximo passo será a análise da PGR e a integração com investigações em curso, garantindo que os desdobramentos do caso continuem em andamento.

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