O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara dos Deputados, celebrou nesta sexta-feira (27) a aprovação, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, dos requerimentos que autorizam a quebra de sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e de outros envolvidos.
Em entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM, Gilberto classificou a decisão como um ato de “justiça” em defesa das vítimas do esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões e criticou a postura da esquerda durante as votações. “A CPMI do roubo dos aposentados trata de um dos maiores escândalos da República, atacando nossos idosos e aposentados. Roubaram literalmente, onde o Careca do INSS era um dos cabeças e pagava mesadinha ao Lulinha de R$ 300 mil, com provas. Ele ainda pegava carona em jatinho, na primeira classe, com o mesmo operador do INSS. Conseguimos quebrar ontem o sigilo bancário do filho do presidente graças à CPMI”, disse.
O parlamentar também mencionou outros envolvidos no esquema, incluindo familiares do presidente e representantes sindicais, e reafirmou a intenção de manter pressão política e jurídica para aprofundar as investigações: “Vamos continuar a pressão política e jurídica na Suprema Corte e na PGR, que até agora tem olhos vendados para os desmandos do governo Lula. Nossa pressão vai continuar firme e forte no Congresso Nacional. Eu, como líder da oposição, só tenho a agradecer ao povo paraibano pela confiança de sempre”, concluiu.
Contexto da CPMI e das quebras de sigilo
A CPMI do INSS investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados, que lesou milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. O pedido para elaboração de relatórios de inteligência financeira e a quebra dos sigilos foi solicitado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil–AL).
O caso ganhou repercussão após mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, principal operador do esquema, citarem o repasse de R$ 300 mil a “o filho do rapaz”, referência a Lulinha. A decisão de quebrar o sigilo foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo atuação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
A sessão da CPMI na quinta-feira precisou ser suspensa temporariamente após confusão gerada por divergências sobre a contagem de votos do requerimento. Parlamentares chegaram a se exaltar e precisaram ser separados fisicamente, entre eles o deputado Rogério Correa (PT–MG), o relator Alfredo Gaspar, e os deputados Evair de Melo (PP–ES) e Luiz Lima (Novo–RJ).
CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e sessão termina em confusão e empurra-empurra
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