A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva — mais conhecido como Lulinha — no âmbito das investigações sobre possíveis fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários.
A aprovação faz parte de uma série de 87 requerimentos votados pela comissão, que também incluem quebras de sigilos de outras pessoas e empresas e convocações de depoentes. Entre as medidas aprovadas, a CPMI deverá ter acesso a extratos bancários, declarações de imposto de renda e demais informações financeiras de Lulinha, com o objetivo de verificar a existência de movimentações suspeitas compatíveis com indícios levantados na investigação.
Como apurado por diversas reportagens e depoimentos citados na apuração da CPMI, há indícios de que Lulinha teria sido mencionado em conversas interceptadas e documentos que associam seu nome a repasses financeiros relacionados ao esquema investigado, liderado por figuras já citadas em fases anteriores da apuração.
A sessão desta quinta-feira também foi marcada por momentos de tensão entre parlamentares, com bate-boca e empurra-empurra entre membros da comissão após a votação dos requerimentos.
A CPMI do INSS foi criada para investigar denúncias de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, incluindo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, e movimentações financeiras atípicas em torno de associações e pessoas envolvidas no esquema.
Com a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha, a comissão poderá aprofundar a análise de possíveis vínculos entre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os episódios sob investigação, mesmo que ele ainda não seja formalmente alvo de ação policial ou processo judicial relacionado às operações da Polícia Federal.
Outros pedidos aprovados seguem no rol de apurações da CPMI, com o objetivo de esclarecer a extensão das possíveis irregularidades envolvendo benefícios previdenciários e repasses financeiros.