A semana política na Paraíba, entre 12 e 16 de janeiro de 2026, mostrou que a corrida eleitoral de 2026 já entrou em ritmo acelerado, com articulações, alianças e reviravoltas em diversos níveis. No cenário estadual, a ex-vice-governadora, Lígia Feliciano (PDT) não descarta disputar a vice na chapa encabeçada por Lucas Ribeiro (PP), afirmando que seu nome está à disposição do povo paraibano, enquanto o deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) nega convite para compor a mesma chapa e prioriza a reeleição, comentando ainda o caso do ex-governador Ricardo Coutinho (PT). A sucessão estadual mobiliza lideranças e partidos, com o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos) aconselhando o vice-governador Lucas Ribeiro a agir com lealdade e coesão na disputa e avaliando o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Senado Federal .
No âmbito municipal, o ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo Castelliano (Avante) defende seu legado político e mantém apoio ao prefeito interino na cidade portuária, Edvaldo Neto (Avante), onde o presidente da Companhia Docas, Ricardo Barbosa (PSB) já confirmou pré-candidatura à Prefeitura, e 14 vereadores declararam apoio a Edvaldo. Entre reviravoltas e movimentações estratégicas, o vereador de João Pessoa, Guga Pet (PP), após a nomeação do filho na gestão do prefeito Cícero Lucena (MDB), anunciou apoio a Lucas Ribeiro e ao governador João Azevêdo (PSB), provocando reação do próprio Cícero: “Eu prefiro a fidelidade dos animais, eles não erram”. Ainda no jogo de apoios, a ex-candidata Leila Fonseca rompeu com o Republicanos e a base governista, aderindo ao projeto de Cícero, enquanto o vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB) reafirmou lealdade ao prefeito de João Pessoa e disse que seu futuro será definido em diálogo. Já o presidente da Câmara dos Deputados e estadual do Republicanos, Hugo Motta sinalizou independência, evitando cravar apoio a Lula em 2026: “Apoio não é automático”.
No plano partidário, o deputado federal Damião Feliciano (União Brasil–PB) indicou que o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) deve comandar a federação União Brasil–Progressista na Paraíba, mas o senador Efraim Filho (União Brasil–PB) contestou a direção local, defendendo que só ele pode assumir o comando da federação União–PP.
O governo estadual e federal também marcaram presença nesta semana com agendas estratégicas. O Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano anunciou R$ 1,5 milhão para o Carnaval 2026 de João Pessoa, enquanto o governador João Azevêdo convocou 2 mil professores para reforçar a rede estadual de ensino e sancionou lei que homenageia Oswaldo Trigueiro no viaduto da BR-101. A Justiça determinou que o secretário do Procon-JP, Júnior Pires, retirasse postagens sobre suposta adulteração de combustível, decisão que gerou anúncio de recurso, e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) divulgou medidas emergenciais após o colapso ambiental no Açude Velho, que resultou na morte de toneladas de peixes.
Enquanto isso, Cícero Lucena amplia sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba, recebendo reforço de lideranças de Amparo, Prata e Monteiro, e Lucas Ribeiro fortalece a base governista, confiando em Aguinaldo Ribeiro para comandar a federação União-Progressista. O vice-presidente da ALPB, deputado Felipe Leitão (Republicanos) movimenta o MDB para consolidar o palanque de Cícero Lucena, e o presidente da Câmara Municipal de Lucena, Mersinho da UP (Avante) declarou apoio ao projeto. João Azevêdo mantém diálogo com Lula e aposta no apoio do presidente à chapa governista, enquanto Adriano Galdino orienta aliados sobre a importância da lealdade política.
A semana também foi marcada por polêmicas e fatos paralelos. A polêmica com uma foto de Lula envolveu o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos) e Hugo Motta, provocando reação de Cícero Lucena. Capitã Rebeca Barros entregou cargo na gestão de Cícero após conflitos internos, e o ex-deputado federal Benjamin Maranhão (MDB) desconversou sobre secretaria em João Pessoa, defendendo o modelo de gestão do prefeito como referência para o estado. No plano nacional, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido para a Papudinha por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, com cela exclusiva e atendimento médico 24h.
Entre movimentações estratégicas, articulações partidárias e polêmicas, a semana evidenciou que o cenário político paraibano se mantém dinâmico e disputado, com bases governistas e oposição consolidando apoios, pré-candidatos organizando palanques e alianças, e decisões importantes sendo desenhadas rumo a 2026.
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