Prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB) - Foto: Renata Medeiros / Secom JP.

O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra(PSB), afirmou nesta quinta-feira (23) que a definição sobre o apoio à segunda vaga ao Senado Federal nas eleições de outubro será construída em conjunto com a bancada aliada da Câmara Municipal. A declaração reforça a estratégia de compartilhar a decisão com o grupo político, em meio às articulações que movimentam o cenário eleitoral paraibano.

Segundo Leo, a posição a ser adotada não será individual, mas fruto de um entendimento coletivo entre os parlamentares que integram sua base de sustentação. O prefeito destacou que o compromisso firmado com os vereadores foi o de manter diálogo permanente e garantir que as decisões políticas mais relevantes sejam tomadas de forma colegiada. “Sim, o que decidiu foi isso. Nós decidimos ontem colegiadamente isso. A decisão de Leo vai ser a decisão do meu grupo político, a decisão do grupo político vai ser a decisão de Leo. Então é uma decisão tomada em várias mãos, respeitando a Câmara Municipal. Foi isso que eu prometi à Câmara: respeitar a Câmara, e agora a decisão vai ser tomada junto com eles”, destacou durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98FM.

A declaração ocorre em um momento de intensificação das articulações para a composição das chapas ao Senado. Nas últimas semanas, ganhou força entre lideranças da oposição o chamado voto cruzado, movimento que defende apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para uma das vagas, enquanto o segundo voto seria destinado ao ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos). A estratégia passou a ganhar corpo após manifestações públicas de apoio de lideranças como a deputada Camila Toscano (MDB) e a prefeita de Guarabira, Léa Toscano (União Brasil), que justificaram a escolha como uma forma de fortalecer a representação municipalista da Paraíba em Brasília.

Nos bastidores, o avanço desse movimento também amplia as especulações sobre novas composições políticas. A proximidade entre o grupo ligado ao ex-prefeito da Capital, Cícero Lucena e o Nabor Wanderley é vista como um fator que pode favorecer futuras alianças. Nesse cenário, o nome do vereador Odon Bezerra (PSB) chegou a ser citado como possível opção para a suplência de uma eventual chapa ao Senado, embora não exista, até o momento, qualquer confirmação oficial sobre essa possibilidade.

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