Fonte83: Paraíba em alerta político: anúncio de vice, crises partidárias e disputas nacionais dominam a semana - Fotos: Reprodução.

O Portal Fonte83 reuniu os principais fatos políticos que movimentaram a semana entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2026, em um cenário marcado por bastidores intensos, anúncios estratégicos, pré-campanhas em ebulição e conexões diretas entre a política paraibana e o cenário nacional. O ponto de maior impacto foi o anúncio do empresário Diogo Cunha Lima (PSD) como pré-candidato a vice na chapa do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), movimento que redesenhou o tabuleiro político no estado e provocou reações em cadeia entre aliados e adversários.

A oficialização da chapa foi tratada como um marco dentro do grupo político. Cícero destacou que a escolha representa um projeto mais amplo e chegou a afirmar que o vice pode se tornar “o segundo governador da Paraíba”. Diogo, estreante na disputa eleitoral, afirmou que pretende contribuir com uma gestão eficiente, com foco técnico e “olhar empreendedor”. A entrada do novo nome, carregando o peso político da família Cunha Lima, rapidamente atraiu apoios e consolidou alianças.

A repercussão foi imediata. O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) classificou a composição como “completa sob todos os aspectos”, enquanto o prefeito da Capital, Leo Bezerra (PSB) destacou a força da articulação, especialmente em Campina Grande. O ex-prefeito de Sousa e pré-candidato ao Senado, André Gadelha (MDB) participou do lançamento e reforçou alinhamento com o grupo, ao mesmo tempo em que o presidente estadual do PSD na  Paraíba e ex-deputado federal Pedro Cunha Lima confirmou envolvimento direto na campanha. A adesão de lideranças como o ex-deputado estadual Buba Germano, a ex-deputada Gilma Germano e o ex-prefeito de Esperança, Nobinho Almeida (Republicanos) ampliou a base política da pré-candidatura.

Apesar do movimento de união, o anúncio também gerou ruídos. O deputado estadual Tovar Correia Lima (MDB) minimizou críticas ao evento, chamando reações de “mimimi”, enquanto o pré-candidato a deputado federal Dr. Jhony Bezerra (PSD) tratou eventuais desconfortos como parte do processo político. O vereador Mô Lima (PP) chegou a se retratar após declaração envolvendo a família Cunha Lima, afirmando que não houve intenção de desrespeito.

Enquanto isso, a disputa pelo Governo da Paraíba segue marcada por articulações e discursos mais duros. O governador Lucas Ribeiro (PP) reforçou alinhamento com o ex-governador e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB) e o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), negando atritos internos, mas intensificou críticas à oposição, afirmando que adversários “só pensam em campanha” e “não têm o que mostrar na Paraíba”. Em resposta indireta, setores da oposição ampliaram o tom e passaram a explorar decisões nacionais como combustível político local.

O senador Efraim Filho (PL) celebrou votações no Congresso Nacional e classificou o momento como “dia histórico”, ao lado do líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), evidenciando o acirramento do debate ideológico. Ao mesmo tempo, articulações para composição de chapa avançam no campo conservador, com discussões sobre possíveis nomes para vice e Senado, embora haja recusas, como a do Pastor Sérgio Queiroz (Novo), que alegou impedimento legal para disputar.

No campo governista, o cenário segue aberto para definições. A ex-secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense assumiu a vice-presidência do PDT na Paraíba ampliou protagonismo ao defender a inclusão de uma mulher na chapa majoritária, afirmando que a “missão é unir e construir”. O deputado estadual Eduardo Carneiro (PP) revelou disputa acirrada pela vaga de vice, destacando que a base de Lucas Ribeiro não tem pressa na definição. Já Nabor Wanderley adotou cautela nas negociações com o PT, afirmando que não pretende “forçar a barra” por alianças.

A corrida ao Senado também se intensifica e revela divisões. O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) afirmou manter respaldo do presidente Lula, mesmo diante da indefinição do PT, e articula apoios para consolidar sua candidatura. André Gadelha reconheceu divergências familiares, mas manteve diálogo político, enquanto o ex-governador e secretário-Chefe de Governo, Roberto Paulino (MDB) alertou para uma disputa acirrada e destacou a necessidade de cautela diante da força de possíveis adversários.

As tensões internas também vieram à tona com críticas diretas. O deputado estadual  e líder do governo da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Chico Mendes (PSB) falou em “balcão de negócios” e criticou o “pula-pula político”, enquanto o deputado estadual Sargento Neto (PL) classificou articulações do governo como “movimento eleitoreiro”. O vereador licenciado e deputado estadual Tarcísio Jardim (PP), por sua vez, rejeitou apoiar nomes ligados ao presidente Lula, aprofundando divisões no campo político.

No âmbito institucional, decisões judiciais e investigações ampliaram o clima de instabilidade. O TRE-PB barrou a divulgação de pesquisa eleitoral por identificar falhas graves na metodologia e determinou a remoção de conteúdo com indícios de propaganda antecipada. O Ministério Público abriu investigação sobre contratos em Lagoa de Dentro, enquanto o Tribunal de Contas manteve multa contra o ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (PSB) por irregularidades em licitações. Em Bayeux, uma operação policial resultou no afastamento de uma vereadora, que negou irregularidades e contestou as acusações.

No cenário nacional, decisões em Brasília repercutiram diretamente no ambiente político da Paraíba. O Congresso derrubou veto do presidente Lula e alterou regras de dosimetria de penas para crimes contra a democracia, medida celebrada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em meio à votação, parlamentares chegaram a cantar parabéns para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), evidenciando o tom político do momento. Já a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) representou uma derrota para o governo federal e gerou reações fortes. Veneziano criticou a decisão e afirmou que houve “motivações políticas”, enquanto o ex-governador Ricardo Coutinho (PT) declarou que “Centrão e extrema direita são o câncer da política”.

Outros episódios reforçaram o cenário de tensão e articulação. A Polícia Federal (PF) investiga a entrada de malas em voo com parlamentares, a nomeação de Odair Cunha para o Tribunal de Contas da União (TCU) foi interpretada como gesto político com reflexos na Paraíba, e a instalação de comissão para discutir o fim da escala 6×1 trouxe novo debate ao Congresso.

Na Paraíba, movimentações partidárias também ganharam força. O Democracia Cristã (DC) lançou Sérgio Gama ao governo e anunciou nome ao Senado, enquanto o PSB enfrentou saídas internas, com o ex-secretário de Estado da Administração, Tibério Limeira classificando as decisões como “precipitadas” e afirmando que os dissidentes “vão arcar com as consequências”. No Partido dos Trabalhadores (PT), a ex-prefeita de Conde, Márcia Lucena abriu crise ao criticar apoio a Lucas Ribeiro e alertar para um possível “encolhimento” da sigla.

No campo administrativo, o governo estadual anunciou investimento de R$ 2,5 milhões no São João de Campina Grande, ampliando participação no evento, enquanto o prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) buscou audiência com o vice-governador Lucas Ribeiro para tratar de demandas de saúde, infraestrutura e gestão urbana.

A semana também foi marcada por declarações que repercutiram além da política local. O ex-senador e empresário Roberto Cavalcanti gerou reação nacional ao afirmar que o 1º de Maio seria um “dia da vagabundagem”.

No fechamento, o panorama apresentado pelo Portal Fonte83 evidencia uma política em movimento acelerado, onde decisões estratégicas, como a escolha de Diogo Cunha Lima como vice de Cícero Lucena, funcionam como gatilho para reconfigurações mais amplas. Entre alianças, rupturas, investigações e disputas narrativas, o cenário aponta para uma eleição que já começou nos bastidores e deve se intensificar nos próximos meses, conectando cada vez mais o jogo local ao tabuleiro nacional.

Diogo Cunha Lima é lançado vice de Cícero e promete gestão eficiente com “olhar empreendedor”

É OFICIAL: Cícero Lucena confirma Diogo Cunha Lima como pré-candidato a vice-governador da Paraíba

Mô Lima se retrata após ironia com família Cunha Lima e esclarece fala sobre Diogo como vice de Cícero: “Não tive intenção de desrespeitar”

Roberto Paulino avalia eleição acirrada para o Senado, cita força de Nabor e reforça favoritismo de João Azevêdo:“Tem que ter cuidado”

Nabor Wanderley prega cautela e diz que não vai “forçar a barra” com o PT por aliança

Lucas Ribeiro nega atritos e diz que há alinhamento com João Azevêdo e Nabor sobre chapa

Tovar Correia Lima diz que críticas sobre evento político de Cícero Lucena e Diogo Cunha Lima são “mimimi” e minimiza constrangimento de Jhony Bezerra

Governo da Paraíba investe R$ 2,5 milhões no São João de Campina e amplia presença no Maior São João do Mundo

Hugo Motta instala comissão que pode acabar com escala 6×1 e promete votação da nova jornada ainda em maio

Chico Mendes rebate Hervázio Bezerra, fala em “balcão de negócios” e critica “pula-pula político” na Paraíba

Ministério Público investiga suspeita de irregularidades em contratos de veículos em Lagoa de Dentro

Após ter nome ventilado como vice de Efraim, Sérgio Queiroz diz que não será candidato e reforça impedimento legal para entrar na disputa

Vereadora de Bayeux, Rosiene Sarinha, é afastada após operação que apura “rachadinha” e servidores “fantasmas”

Lula nomeia Odair Cunha para o TCU e aparece ao lado de Vital do Rêgo em gesto político que repercute na Paraíba

Tibério Limeira considera natural apoio de Leo Bezerra a João Azevêdo ao Senado e descarta condicionantes políticos

Fábio Tyrone sofre derrota no TCE e tem multa mantida por problemas em licitações

Ao lado de Cabo Gilberto Silva, Efraim Filho celebra rejeição no STF e votação histórica acirra embate político na Paraíba: “Dia histórico”

Veneziano critica rejeição de Jorge Messias ao STF e aponta “motivações políticas”: “Não mudo de posição”

Senadores da Paraíba se dividem na votação que rejeitou Jorge Messias ao STF

Senado rejeita Jorge Messias ao STF e impõe derrota ao governo Lula

Às vésperas do 1º de Maio, ex-senador Roberto Cavalcanti chama feriado de “dia da vagabundagem” e gera repercussão nacional

➕ Clique aqui para seguir o canal “FONTE83” no WhatsApp e fique bem informado

📷Siga o Fonte83 no Instagram

Compartilhe esse conteúdo: