O ex-governador e atual secretário-chefe de Governo, Roberto Paulino (MDB), afirmou nesta quarta-feira (29) que o cenário para a disputa ao Senado Federal nas eleições deste ano exige atenção redobrada, mesmo diante do favoritismo do ex-governador João Azevêdo (PSB). A declaração foi feita à imprensa durante participação em uma sessão itinerante do Tribunal de Justiça (TJPB), em Guarabira, e repercutida no programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.
Em tom direto, Paulino alternou confiança e cautela ao analisar o cenário eleitoral. “João Azevêdo tem a cadeira garantida”, afirmou em um primeiro momento. Logo em seguida, porém, fez um alerta: “Mas João tem que ter cuidado, tem que ter cuidado”, destacou.
Para o secretário, a disputa tende a ser movimentada, com diferentes lideranças buscando espaço nas duas vagas em jogo. Ele destacou o crescimento do nome de Nabor Wanderley (Republicanos), que também desponta como pré-candidato ao Senado.
“É normal essa especulação. O nome de Nabor é muito forte, está dialogando, conquistando apoios. Eu espero que João seja o mais votado e que Nabor também tenha uma votação expressiva, podendo chegar ao Senado como municipalista”, avaliou.
Apesar de reconhecer o ambiente competitivo, Paulino afastou qualquer possibilidade de derrota de João Azevêdo. Segundo ele, o histórico de gestão do ex-governador sustenta sua posição como favorito. “Não acredito, de forma alguma, que João possa perder. Pelo que ele fez, pelo que construiu ao longo de quase oito anos de governo, é hoje um nome consolidado para vencer”, afirmou.
Ainda assim, reforçou o recado político: a disputa exige estratégia e equilíbrio. “Todo mundo está procurando seu espaço. São duas vagas, e cada um vai lutar pela sua. A vaga de João está garantida, mas é preciso ter cuidado, porque isso faz parte do jogo político”, pontuou.
O movimento ocorre após João Azevêdo deixar oficialmente o Governo da Paraíba no início do mês para disputar o Senado este ano. Com a renúncia, o então vice, Lucas Ribeiro (PP), assumiu o comando do Executivo estadual e também deve concorrer à reeleição.
Nos bastidores, a avaliação é de que a disputa pelas vagas no Senado será uma das mais acirradas dos últimos anos no estado, reunindo nomes competitivos e ampliando a pressão por articulação política dentro e fora da base governista.
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