O senador Efraim Filho (PL–PB) foi um dos primeiros a se manifestar após a rejeição do nome indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em uma votação que já entrou para a história do Congresso Nacional. Pelas redes sociais, o parlamentar celebrou o resultado e adotou um discurso contundente, classificando a decisão como uma vitória política e institucional.
“Foi uma posição marcante, que impacta o presente e o futuro do Brasil. O Supremo não é lugar para ideologias, é lugar para equilíbrio. O Senado assumiu seu papel na defesa da nossa família, da nossa liberdade e da nossa vida”, afirmou.
Efraim também destacou o protagonismo da oposição e reforçou o tom político da decisão. “Vitória do povo brasileiro. Dia histórico no Congresso Nacional. Indicações ao Supremo não podem ser movidas por ideologia”, escreveu.
A votação no plenário terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, impedindo a aprovação do indicado, que precisava de pelo menos 41 apoios. Trata-se de um episódio raro na história do país a última rejeição de um nome ao STF havia ocorrido ainda no século XIX.
Na bancada paraibana, o resultado evidenciou divergências. Enquanto Efraim votou contra a indicação, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) se posicionou a favor. Já a senadora Daniella Ribeiro (PP–PB) optou por não revelar seu voto, ampliando o clima de indefinição política no estado.
O discurso de enfrentamento também foi reforçado pelo deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL–PB), que elevou o tom ao comentar o resultado e direcionou críticas ao governo federal. “Foi uma vitória histórica. Rejeitamos uma indicação que iria aparelhar ainda mais a Suprema Corte. É uma resposta contra o que chamamos de ‘ditadura da toga’ e contra o desgoverno”, declarou.
A rejeição ocorreu mesmo após o nome ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que ampliou o peso político da decisão e expôs fissuras na base governista.
Com o resultado, a indicação foi arquivada, e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá que reiniciar todo o processo de escolha, incluindo nova sabatina e votação no Senado.
Mais do que um revés pontual, a decisão do plenário acendeu o debate sobre o papel do Senado nas indicações ao STF e aprofundou a polarização política no país, com reflexos diretos na Paraíba, onde o episódio ganhou forte repercussão e discursos cada vez mais intensos.
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