O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL–PB), afirmou que sua saída do União Brasil ocorreu de forma pacífica, sem conflitos internos ou riscos de judicialização, mesmo diante das recentes mudanças no comando do partido no estado. A declaração foi feita esta semana durante um ato de filiação ao Partido Liberal (PL), em Campina Grande. O evento foi realizado no Garden Hotel, onde foram entregues cartas de anuência ao União Brasil.
“Saí de boa, saí tranquilo, saí sem mágoa, sem ressentimento. Falei com o próprio Damião Feliciano que referendou todas as minhas palavras, que tem acordo, que o União Brasil não irá judicializar nenhum mandato, até porque as cartas de Efraim são válidas e são autorizadas pela nacional”, declarou.
A fala ocorre após o deputado federal Damião Feliciano (União Brasil) assumir oficialmente a presidência estadual do União Brasil na Paraíba, sucedendo o próprio Efraim, que deixou a legenda para se filiar ao PL.
Com a nova configuração partidária, a executiva estadual passa a contar também com nomes como Renato Costa Feliciano, como 1º vice-presidente; o deputado estadual Gilbertinho, na 2ª vice-presidência; e Maria Porto, integrante da direção. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a composição tem vigência até setembro.
A mudança no União Brasil ocorre em paralelo a uma reconfiguração mais ampla do cenário político paraibano. Recentemente, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) foi oficializado como presidente da Federação União–Progressista no estado, decisão anunciada pelo senador Ciro Nogueira, dirigente nacional do Progressistas (PP).
A definição consolidou o protagonismo do grupo Ribeiro no comando da federação e estabeleceu como prioridade o projeto de reeleição do atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) ao Governo da Paraíba. Ele assumiu o cargo na última quinta-feira (2), com a renúncia do ex-governador João Azevêdo (PSB), que disputará o Senado Federal.
Esse novo arranjo político encerrou uma disputa interna pelo comando da federação, que envolvia diretamente Efraim Filho e Aguinaldo Ribeiro. Com a decisão, o senador optou por deixar o União Brasil e seguir um novo projeto político no PL.
Mesmo diante desse cenário de rearranjo de forças, Efraim reforçou que sua saída foi construída com diálogo e entendimento, buscando afastar qualquer clima de ruptura ou disputa judicial e consolidar sua nova posição no tabuleiro político estadual.
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