O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), afirmou nesta segunda-feira (16) que sempre acreditou que o comando estadual da federação União–Progressista ficará sob responsabilidade de seu grupo político. A declaração foi dada à imprensa durante evento no Centro de Convenções de Campina Grande, onde o governo estadual apresentou resultados do programa Incluir Paraíba, voltado ao fortalecimento da agricultura familiar.
Segundo Lucas, a expectativa sobre o controle da federação sempre foi tratada com cautela e sem confrontos públicos. “Desde o início, tivemos muita tranquilidade em relação à federação. Sabíamos do compromisso assumido em Brasília com os presidentes nacionais dos dois partidos e do projeto que defendemos aqui na Paraíba. Queremos que a federação continue nos apoiando, e isso é exatamente o que sempre dissemos que aconteceria. Nesse debate, ninguém agiu com soberba ou falta de humildade. Pelo contrário, sempre conversamos com muita tranquilidade, sabendo que a federação está do nosso lado e continuará crescendo”, afirmou.
A reorganização partidária ocorre em meio à formação da federação entre União Brasil e Progressistas (PP), movimento que deve redesenhar o equilíbrio político no estado. Na Paraíba, o controle da nova estrutura vinha sendo disputado entre o grupo do senador Efraim Filho (União Brasil) e o grupo liderado por Lucas Ribeiro. Ambos são apontados como possíveis candidatos ao Governo do Estado nas eleições de 4 de outubro.
Efraim defende um alinhamento político com o campo de centro-direita e com o projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Já o grupo de Lucas aposta no peso institucional que o vice-governador deverá ganhar ao assumir o comando do estado. O senador deverá se filiar ao Partido Liberal (PL) no próximo 22 de março, em evento que contará com a presença do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL–RJ). Com a saída, Efraim perde o controle da legenda no estado.
Isso porque o governador João Azevêdo (PSB) vai deixar o cargo no dia 2 de abril para disputar uma das duas vagas no Senado Federal, abrindo espaço para que Lucas assuma o governo.
Decisão final virá de Brasília
Pelas regras registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a escolha do candidato ao governo dentro da federação dependerá da decisão das direções nacionais dos partidos, em Brasília.
Nos bastidores, a definição sobre o comando estadual da federação é vista como estratégica, já que poderá influenciar diretamente a formação das alianças e o desenho da sucessão estadual na Paraíba.
Damião Feliciano diz que Aguinaldo Ribeiro deve comandar federação União Brasil–PP na Paraíba
Damião Feliciano fica no União Brasil, ignora candidatura de Efraim e declara voto em Lucas Ribeiro
Clique aqui para seguir o canal “FONTE83” no WhatsApp e fique bem informado



