O deputado federal Damião Feliciano (União Brasil–PB) afirmou nesta segunda-feira (16) que pode assumir o comando do partido na Paraíba após a saída do senador Efraim Filho da legenda. A declaração foi dada à imprensa durante evento no Centro de Convenções de Campina Grande, onde foram apresentados os resultados do programa Incluir Paraíba, voltado ao fortalecimento da agricultura familiar.
Segundo o parlamentar, a definição sobre a nova configuração partidária deve ocorrer nas próximas semanas. “Eu estou aguardando que isso aconteça. Já há um chamamento em curso, e vamos avaliar o que fazer em relação à questão da federação. Novidades estão surgindo. No momento, temos três candidaturas postas que vamos acompanhar. Já defini minha posição, que é a favor de Lucas, João Azevedo e Nabor Wanderley, mas vamos ver o que acontece. A partir do dia 4, é que a situação realmente começará a se definir, ainda mais considerando que há alguém assumindo a ‘camisa 10’”, disse.
O cenário político acontece após a decisão de Efraim Filho de deixar o União Brasil. O senador deverá se filiar ao Partido Liberal (PL) no próximo 22 de março, em evento que contará com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ).
Com a saída, Efraim perde o controle da legenda no estado. O comando político da sigla passa a orbitar em torno do grupo ligado ao deputado federal Aguinaldo Ribeiro, uma das principais lideranças do Progressistas (PP) na Paraíba.
Disputa na federação
A reorganização também ocorre em meio à criação da federação entre União Brasil e Progressistas, que deve redefinir o equilíbrio de forças no estado. Na Paraíba, o comando da federação é disputado entre o grupo de Efraim Filho e o do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), ambos pré-candidatos ao Governo do Estado.
Enquanto Efraim defende alinhamento ao campo de centro-direita e ao projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o grupo de Lucas aposta no peso institucional que o vice-governador poderá ter após assumir o governo no dia 2 de abril, com a saída do governador João Azevêdo (PSB) para concorrer ao Senado Federal.
Pelas regras da federação partidária, registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em agosto de 2025, a escolha do candidato ao governo dependerá da direção nacional das siglas, em Brasília.
A disputa interna tende a influenciar diretamente a sucessão estadual e amplia as movimentações políticas na Paraíba de olho nas eleições de outubro deste ano.
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