Governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), durante o programa - Foto: Francisco França / Secom PB.

O governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), afirmou nesta semana que a definição sobre a consolidação da federação entre União Brasil e Progressistas deverá ocorrer dentro do prazo da janela partidária, que se encerra em 4 de abril. A declaração foi dada após uma agenda de entregas de obras e inspeções administrativas no exercício do cargo.

“A gente espera que essa definição ocorra dentro do prazo da janela partidária, que vai até 4 de abril. Nesse período, com certeza teremos uma posição fechada para dar tranquilidade ao processo. Mas estamos serenos e confiantes na permanência no partido e na federação, assim como no apoio ao projeto”, declarou.

Lucas destacou que a manutenção do grupo político está ligada à continuidade das ações administrativas. “É um projeto que tem contribuído para o avanço da Paraíba e promovido desenvolvimento no estado. Tenho convicção de que é isso que o partido também deseja: a continuidade desse trabalho”, argumentou.

Na Paraíba, o comando da federação é disputado entre o grupo do senador Efraim Filho (União BrasilPB) e o do vice-governador Lucas Ribeiro, ambos pré-candidatos ao Governo do Estado.

Efraim defende o alinhamento ao projeto nacional de centro-direita e, caso não assuma o comando da federação, pode migrar para o Partido Liberal (PL), partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem é aliado no estado.

Já o grupo de Lucas sustenta que ele assumirá o Governo da Paraíba em abril, com a saída do governador João Azevêdo (PSB) para disputar o Senado Federal, o que o colocaria em posição estratégica na corrida estadual. O Progressistas avalia que essa condição deve pesar na decisão sobre o comando da federação.

Aliados do vice-governador afirmam que ele não trabalha com “plano B”, embora interlocutores do PSB tenham sinalizado que o partido estaria aberto a recebê-lo, caso haja mudança de rumo.

De acordo com o estatuto da Federação União Progressista, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a definição do comando estadual ocorrerá cinco dias após o deferimento do registro da federação. A escolha do candidato ao Governo, por sua vez, dependerá do crivo da direção nacional, em Brasília.

O desfecho da disputa interna deve influenciar diretamente o cenário da sucessão estadual, em um momento de intensificação das articulações políticas na Paraíba.

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