A candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba chega a três votos contrários no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os ministros Floriano de Azevedo Marques Neto e Dias Toffoli acompanharam o relator Ricardo Villas Bôas Cueva e votaram pelo indeferimento do registro. O julgamento ocorre nesta sexta-feira (2), no plenário virtual, dois dias antes do primeiro turno.
Ainda faltam os votos dos ministros Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, André Mendonça, vice-presidente, Sebastião Reis Júnior e Estela Aranha. A sessão começou à 0h e tem prazo para terminar às 23h59. Na noite de quinta-feira (1º), a defesa de Cícero pediu que o processo fosse levado ao plenário do TSE, o que poderia adiar a conclusão para depois da eleição de domingo (4).
No voto que abriu o julgamento, Villas Bôas Cueva afirmou que os elementos apresentados pela Procuradoria-Regional Eleitoral indicariam que Cícero teria obtido vantagens eleitorais por meio de relações com grupos criminosos. O ministro citou as eleições de 2020 e 2024 e escreveu que haveria “utilização da estrutura da organização criminosa como instrumento do próprio projeto político-eleitoral”. Também mencionou Janine Lucena e Lauremília Lucena nas tratativas investigadas.
“Ante o exposto, dou provimento ao recurso ordinário para julgar procedente a AIRC e, como consequência, indeferir o registro de candidatura de Cícero de Lucena Filho ao cargo de governador da Paraíba nas Eleições 2026”, escreveu o relator. No despacho, Villas Bôas Cueva registrou que, com a publicação do acórdão, ficam “vedadas a prática de atos de campanha e a utilização de recursos públicos pelo candidato”. O julgamento, porém, ainda não foi concluído.




