O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) participou, nesta quinta-feira (1º), da solenidade que marcou o envio dos primeiros policiais militares que atuarão no reforço da segurança das Eleições 2026. A cerimônia ocorreu no antigo Centro de Educação da Polícia Militar, em Mangabeira, em João Pessoa, e reuniu representantes da Justiça Eleitoral e das forças de segurança. Ao todo, cerca de 6.200 policiais militares atuarão na operação, que terá tropas enviadas para diferentes regiões do estado até esta sexta-feira (2).
O planejamento da operação vem sendo elaborado há cerca de seis meses, segundo o comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo Souza. Ele destacou a atuação integrada entre Polícia Militar, demais forças de segurança, TRE-PB e Ministério Público Eleitoral para garantir a segurança durante a votação deste domingo (4).
“Quero agradecer o apoio tanto do TRE-PB quanto do Ministério Público Eleitoral à Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social, capitaneada pelo secretário Jean Nunes, no apoio integral e irrestrito para que esta operação se desencadeie. A Polícia Militar, junto a todas as forças de segurança, está empenhada no propósito de garantir a segurança do pleito eleitoral e a defesa da democracia no próximo domingo”, afirmou Ronildo.
O secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, ressaltou a importância da integração entre as instituições durante a reta final do primeiro turno. Ele também orientou os policiais que serão deslocados para os municípios a manter diálogo com o Ministério Público e os juízes eleitorais das comarcas, buscando alinhar as ações durante o pleito.
O presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, afirmou que o trabalho das forças de segurança representa um serviço à população e destacou a importância da atuação dos policiais para garantir o livre exercício do voto. “A Polícia Militar é o guarda-chuva da democracia. Sem vocês, o Judiciário não funciona. Sem as forças de segurança, não existiria democracia, não existiria o voto livre”, declarou.
Márcio Murilo também destacou uma estratégia adotada pela Polícia Militar para permitir que os próprios policiais escalados para atuar durante a eleição possam exercer o direito ao voto. Segundo o desembargador, mais de mil títulos eleitorais foram transferidos temporariamente para zonas eleitorais do interior, permitindo que policiais em regiões onde seria inviável o deslocamento para seus locais originais de votação também participem da eleição.
Além do efetivo policial, a operação contará com tecnologia e inteligência para auxiliar o policiamento entre esta quinta-feira e o dia da votação. Participam do planejamento representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Exército Brasileiro, além da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social e da Justiça Eleitoral.
A solenidade contou ainda com a presença do procurador Regional Eleitoral da Paraíba, Marcos Queiroga, e do procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba, Leonardo Quintans, além de integrantes do TRE-PB e das forças de segurança. O encerramento ocorreu com uma bênção do capelão da Polícia Militar da Paraíba, padre Cícero Salvador.
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