O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta sexta-feira (11), durante agenda na Paraíba, que uma eventual aprovação do fim da escala 6×1 poderá trazer efeitos positivos para trabalhadores, empresas e para a Previdência Social. Segundo ele, a mudança na jornada também pode contribuir para reduzir afastamentos e faltas no ambiente de trabalho.

Marinho afirmou que o modelo atual de seis dias trabalhados para um de descanso provoca estresse e pode contribuir para o adoecimento dos trabalhadores. “A escala 6×1 traz um processo de estresse no mercado do trabalho, traz um adoecimento. No ano passado, tivemos mais de 500 mil afastamentos por conta de estresse no mercado de trabalho e a grande parte é por causa da escala 6 por 1”, declarou.

Na avaliação do ministro, a adoção de uma jornada com dois dias de descanso por semana poderia melhorar o ambiente profissional e reduzir o número de afastamentos. “Portanto, [o fim dela] terá uma repercussão que melhora o ambiente de trabalho, diminui faltas, afastamentos, então será bom para Previdência, para o SUS, para as empresas e, especialmente, para os trabalhadores”, afirmou.

Marinho também citou empresas que, segundo ele, já passaram a substituir a escala 6×1 pelo modelo 5×2. De acordo com o ministro, essas experiências teriam apresentado redução nas faltas e facilitado o preenchimento de vagas. “As empresas que experimentaram acabar com a 6 por 1 nesse período de debate e transitar para uma jornada de 5 por 2, preencheu as vagas que não conseguia preencher e zeraram as faltas que tinham”, disse.

A redução da jornada e o fim da escala 6×1 estão em discussão no Congresso Nacional. Em maio, durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba, Marinho já havia defendido a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, com dois dias de descanso.

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