O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será submetido a um novo procedimento médico nesta segunda-feira (29) para o bloqueio do nervo frênico esquerdo, responsável pelo controle do diafragma. A intervenção faz parte do tratamento adotado para aliviar as crises persistentes de soluços.
Em boletim divulgado neste domingo (28), o Hospital DF Star informou que Bolsonaro apresentou uma nova crise de soluços e elevação da pressão arterial na noite do sábado (27), após ter passado por um procedimento semelhante para bloquear o nervo frênico direito.
Este será o terceiro procedimento médico realizado desde a internação do ex-presidente, ocorrida no dia 24. Na quinta-feira (25), Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal. Já no sábado (27), passou pela segunda intervenção, com o bloqueio do nervo frênico direito.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro está sendo acompanhado diariamente para avaliar a eficácia dos procedimentos adotados no controle dos soluços, que vêm sendo relatados de forma recorrente.
A internação foi autorizada no início da semana passada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, permitindo que o ex-presidente deixasse temporariamente a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão, após condenação no processo relacionado à tentativa de ruptura institucional.
O que é o bloqueio do nervo frênico
O bloqueio anestésico do nervo frênico é um procedimento utilizado para provocar uma paralisia temporária do diafragma, sendo indicado, entre outros casos, no tratamento de soluços persistentes.
A técnica consiste na aplicação de uma pequena quantidade de anestésico próximo ao nervo frênico, responsável pela movimentação do diafragma. O procedimento é realizado com auxílio de ultrassom e/ou estimulador de nervos, o que permite localizar o nervo com precisão e reduzir riscos de complicações.
O objetivo é aliviar a irritação do diafragma, comum em situações pós-cirúrgicas ou associadas a refluxo gástrico. Apesar de ser considerado seguro, o procedimento exige monitoramento respiratório, devido ao risco de insuficiência respiratória temporária.
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