Governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) e o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB).

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), afirmou nesta semana que está aberto ao diálogo com a Prefeitura de João Pessoa para tratar das questões relacionadas ao sistema de esgotamento sanitário e ao despejo de águas em galerias pluviais na capital. A declaração foi feita durante agenda com a imprensa, após a solenidade de lançamento do Ciclo 2026 do Orçamento Democrático Estadual (ODE), realizada no Teatro Paulo Pontes, na Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (FUNESC), na bairro de Tambauzinho, na Capital.

Ao comentar o tema, Lucas destacou que já iniciou tratativas com órgãos estaduais e reforçou disposição para dialogar com o prefeito da capital, Leo Bezerra (PSB), buscando uma solução conjunta para o problema. “Estou à disposição de Leo também. Já dialoguei esta semana com a Cagepa sobre esse tema. É importante sentar e dialogar para João Pessoa continuar crescendo”, afirmou o governador.

Lucas também citou obras em andamento e investimentos do governo estadual na capital como parte do esforço de infraestrutura urbana. “Como o Estado está presente construindo: entregamos o viaduto de Água Fria, o viaduto do Bairro das Indústrias, temos o Polo Turístico Cabo Branco com o primeiro resort já entregue, as vias do Atlântico e a Ponte das Três Ruas. O governo tem presença forte melhorando a vida dos pessoenses”, disse.

A manifestação ocorre em meio às discussões sobre a origem da água escura e com odor forte registrada desde o último domingo (19), no litoral entre as praias do Bessa, em João Pessoa, e Intermares, em Cabedelo. O episódio gerou preocupação entre moradores, banhistas e turistas.

Órgãos estaduais e municipais têm adotado posições diferentes sobre a responsabilidade pelo problema. A Cagepa afirma que não realiza lançamento de esgoto no mar e que todo o material coletado é tratado na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) do Róger, antes da destinação final. A companhia também sustenta que não há ligação entre redes de esgoto e galerias pluviais.

A Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) informou que realizou vistorias em pontos de saída de galerias pluviais ao longo da orla e afirmou não ter identificado irregularidades, destacando que as águas apresentavam características dentro da normalidade após chuvas recentes.

Já a Sudema e a própria prefeitura seguem acompanhando a situação. A Semam também reforçou que mantém monitoramento contínuo na faixa litorânea, com equipes percorrendo trechos entre Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa.

Além das apurações técnicas, uma decisão judicial de 9 de abril determinou que Cagepa, Sudema, Prefeitura de João Pessoa e Governo do Estado elaborem, em até 30 dias, um plano de ação para conter o despejo de esgoto no mar. A Justiça também exige medidas de sinalização nas praias e fiscalização mais rígida das galerias pluviais da orla.

Enquanto as investigações e inspeções continuam, o governo estadual sinaliza que a saída para o impasse deve passar por articulação conjunta entre os entes públicos, com foco na preservação ambiental e na segurança sanitária da orla da capital paraibana.

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