Entre a política e a cultura, Campina Grande chega aos 162 anos com uma história de grandes personagens.

Campina Grande completa 162 anos de emancipação política neste domingo (11), com uma trajetória marcada por lideranças que influenciaram a política paraibana, artistas que conquistaram o público e tradições que atravessam gerações. Conhecida como Rainha da Borborema, a cidade construiu sua identidade entre o desenvolvimento econômico, a força cultural e a participação de personagens que ajudaram a projetar seu nome para além das fronteiras da Paraíba.

Para marcar a data, o Portal Fonte83 reúne aspectos dessa história, que passa por nomes como Ronaldo Cunha Lima, Cássio Cunha Lima, Romero Rodrigues, Veneziano Vital do Rêgo, Vital do Rêgo, Vital do Rêgo Filho, Rômulo Gouveia, Daniella Ribeiro, Aguinaldo Ribeiro, Enivaldo Ribeiro e Elpídio de Almeida, além de artistas que transformaram o humor, a música e a arte em marcas da identidade campinense.

Política, cultura e personagens que marcaram gerações

Na política, Campina Grande projetou lideranças que ocuparam espaços importantes na administração municipal e nos cenários estadual e nacional. Elpídio de Almeida, que também dá nome a um dos principais hospitais públicos da cidade, integra a história administrativa do município. O eterno Ronaldo Cunha Lima marcou a política campinense e paraibana como prefeito, governador e poeta, enquanto Cássio Cunha Lima ampliou a presença da família na vida pública, chegando ao Governo da Paraíba e ao Senado Federal.

Em diferentes momentos, Romero Rodrigues (Podemos) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) também ganharam protagonismo como prefeitos de Campina Grande, construindo trajetórias que se estenderam a outros cargos eletivos. O saudoso Rômulo Gouveia (PSD), por sua vez, teve atuação na política municipal, estadual e federal, incluindo passagens pela Câmara dos Deputados e pela vice-governadoria da Paraíba. Vital do Rêgo teve atuação como deputado federal, enquanto seu filho, Vital do Rêgo Filho, construiu trajetória política como deputado federal e senador, além de ocupar o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e chegar à presidência da Corte de Contas.

Ainda relembramos a trajetória de Enivaldo Ribeiro (PP), Aguinaldo Ribeiro (PP) e Daniella Ribeiro (PP), integrantes de uma família com trajetória em diferentes esferas do poder público. Enivaldo foi prefeito do município e também exerceu mandato de deputado federal. Seu filho, Aguinaldo Ribeiro, chegou à Câmara dos Deputados e ocupou o cargo de ministro das Cidades. Já Daniella Ribeiro construiu carreira política como deputada estadual, senadora e representante da Paraíba no Congresso Nacional. Com trajetórias e projetos distintos, esses nomes fazem parte da história política recente da cidade e de sua influência nas decisões que ultrapassam os limites do município.

A cultura também tem lugar de destaque nessa trajetória. O humorista Shaolin, conhecido nacionalmente por seu talento e pela capacidade de interpretar personagens, tornou-se um dos artistas mais populares nascidos em Campina Grande. Biliu de Campina levou o forró de raiz e a irreverência aos palcos, enquanto Ton Oliveira ajudou a fortalecer a música regional, com composições ligadas à identidade nordestina. Lucas Veloso, seguindo o caminho artístico da família, também conquistou espaço na televisão e no humor.

Dos apelidos populares à memória das ruas

A história campinense também está presente em lugares que os moradores reconhecem mais pelos apelidos do que pelos nomes oficiais. Zepa, Buraco da Gia, Açude Novo, Beco da Pororoca e Praça da Morgação fazem parte desse patrimônio afetivo. São referências que sobrevivem às mudanças urbanas e preservam lembranças de diferentes épocas.

A ferrovia, inaugurada em 1907, foi outro marco decisivo. Ao impulsionar o transporte de algodão e conectar Campina Grande a outros centros comerciais, os trilhos contribuíram para o crescimento econômico do município. Hoje, a antiga Estação Velha mantém viva parte dessa memória, enquanto o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) recoloca o transporte ferroviário no debate sobre o futuro da mobilidade urbana.

Uma cidade em transformação

Aos 162 anos, Campina Grande continua expandindo sua área urbana, com novos loteamentos, construções e endereços. Bairros como Três Irmãs, Serrotão e Malvinas estão entre as regiões que concentram parte desse crescimento. O avanço, porém, traz desafios relacionados à mobilidade, à infraestrutura e ao planejamento urbano, questões importantes para uma cidade que reúne moradores, estudantes, trabalhadores e visitantes de diferentes regiões.

Entre políticos, artistas, espaços históricos e manifestações culturais, Campina Grande construiu uma identidade que não cabe em uma única definição. Sua história é feita tanto pelas decisões de quem ocupou cargos públicos quanto pela criatividade de quem levou o nome da cidade aos palcos, além das memórias preservadas nas ruas e nos costumes populares. Neste aniversário, a Rainha da Borborema celebra seu passado e segue escrevendo os próximos capítulos de uma trajetória que continua em movimento.

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