ex-prefeito de São Bento e pré-candidato a deputado estadual, Jarques Lúcio, comentou os motivos que o levaram a deixar o PSB e se filiar ao Republicanos visando as eleições de 2026. Segundo ele, a principal dificuldade foi a falta de construção de uma nominata competitiva dentro do partido socialista.
Jarques revelou que, ao longo de 2025, tentou viabilizar sua permanência na legenda e buscou diálogo com diversas lideranças estaduais, mas não encontrou o ambiente político necessário para consolidar sua pré-candidatura.
“Eu tentei durante todo o ano de 2025, procurei várias lideranças do partido de março a dezembro, mas a questão da nominata não fluía. E a regra eleitoral exige isso. Quem disputa mandato proporcional, seja para vereador, deputado estadual ou federal, precisa fazer conta sim. Está na lei”, afirmou.
O ex-prefeito destacou ainda que, para quem não possui uma grande estrutura política ou administrativa, a escolha do partido é decisiva para viabilizar uma candidatura competitiva.
“Quem não tem uma máquina administrativa ou política precisa encontrar um espaço que permita chegar lá e ser um representante de verdade. Eu não vi esse fortalecimento da nominata dentro do PSB”, disse.
Apesar da saída, Jarques fez questão de destacar que não houve desgaste com a direção do partido e que sua decisão foi tomada de forma respeitosa, inclusive após diálogo com o governador João Azevêdo.
“Conversei com o governador João Azevêdo, tenho respeito pelo estilo de gestão dele, mas não vi um crescimento que me desse segurança para disputar 2026 pelo PSB”, pontuou.
Jarques Lúcio também explicou que a decisão pelo Republicanos ocorreu após convite de lideranças da legenda, como Murilo Galdino, Adriano Galdino e Hugo Motta, com quem mantém relação política de longa data.
“Recebi o convite do Republicanos através de Murilo Galdino, do presidente Adriano Galdino e do presidente Hugo Motta, e pela relação antiga que tenho com eles resolvi me filiar. Me sinto bem e não tive problema na saída”, concluiu.




