O portal Fonte83 traz os fatos que sacudiram a política nesta semana marcada por alianças estremecidas, embates em Brasília e rearranjos estratégicos para 2026. Entre o avanço de João Azevêdo rumo ao Senado Federal, a saída de Pedro Cunha Lima do jogo, a convulsão na Câmara dos Deputados e o racha no PL paraibano, o tabuleiro político mudou de posição e elevou o clima nos bastidores.
O governador João Azevêdo dominou parte da agenda política. Em meio a críticas de Cícero Lucena, reagiu em tom irônico e lembrou que “gestão se faz com aliados”, elevando a tensão dentro do PSB. Em outra frente, o próprio governador desmentiu boatos e confirmou que será, sim, candidato ao Senado em 2026, prometendo “colocar o pé na estrada”.
Azevêdo ainda precisou negar que tenha fechado qualquer acordo para a presidência da Assembleia Legislativa, após encontro com Cícero na Granja Santana, reunião que, em vez de pacificar, expôs divergências veladas.
O jogo interno do PSB cresceu: O vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra entregou pedido de renúncia à presidência municipal do partido, e o secretário de gestão governamental da Capital, Rougger Guerra admitiu a possibilidade de o vice-prefeito migrar para o PT. Enquanto isso, o presidente nacional do PSB foi recebido por João Azevêdo em Brasília, para reforçar a legenda na disputa do próximo ano.
Em um movimento que surpreendeu aliados, o presidente estadual do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima anunciou oficialmente que não disputará nenhum cargo em 2026, optando pela carreira acadêmica. O gesto desencadeou reações em cascata: O senador Efraim Filho (União Brasil–PB) pregou unidade da oposição, o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) sugeriu uma composição entre Cícero e o próprio Efraim, e o deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) cravou apoio a Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB) para a reeleição ao Senado, mas ainda mantém em aberto sua posição quanto ao governo.
Do lado bolsonarista, o PL fez sua própria movimentação. Ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ), do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) prestigiou a filiação do comunicador Nilvan Ferreira. Nem todos comemoraram: Walber Virgolino atacou a volta de Nilvan ao partido e cogitou deixar o PL, afirmando que a legenda “está na quinta divisão”.
A política nos municípios também ferveu. Em Cajazeiras, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) saiu em defesa de Zé Aldemir Meirelles (PP) diante das críticas de aliados e celebrou a união de grupos antes rivais. Mas o clima não é totalmente pacificado: Júnior Araújo classificou como “grande erro político” o recuo do ex-prefeito.
No Alto Sertão, o líder do governo da Assembleia Legislativa, deputado Chico Mendes (PSB) comemorou ao lado do governador o novo pacote de obras, em movimento visto como reforço à base governista na região.
Na Capital, a CPI dos Combustíveis rendeu declarações duras: o vereador Guguinha Moov Jampa (PSD) afirmou que o colegiado encontrou “provas claras de cartelização”.
Em Brasília, o clima foi de radicalização explícita. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos–PB), conduziu a votação do projeto que reduz penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, iniciativa aprovada com divisão na bancada paraibana. Motta prometeu ainda colocar em pauta outro texto ligado ao tema.
A temperatura explodiu quando o deputado Glauber Braga foi retirado à força da Mesa, sob comando de Motta, episódio que repercutiu no país. A reação veio de todos os lados: Ricardo Coutinho afirmou que Motta “perdeu a condição de dirigir qualquer coisa” e Renan Calheiros o comparou a Severino Cavalcante. Artigo publicado no Fonte83 qualificou o episódio como retrato do “câncer da polarização”.
O STF também virou pauta: Alexandre de Moraes anulou decisão da Câmara e confirmou a perda do mandato de Carla Zambelli. Eduardo Bolsonaro reagiu com ataques e ironias. Cabo Gilberto acusou o Supremo de perseguição e alertou para “dois pesos e duas medidas”.
Enquanto isso, Lula sinalizou possível veto ao projeto da dosimetria e foi além: reafirmou apoio à candidatura de João Azevêdo ao Senado, prometeu retorno à Paraíba em janeiro e acompanhou petistas que convocaram atos nacionais contra a aprovação do projeto na Câmara.
Em Cabedelo, vereadores aprovaram projeto que reduz o 13º salário de médicos sob alegação de falta de recursos. A categoria reagiu imediatamente, cobrando explicações do prefeito André Coutinho (Avante).
Na área jurídica, o TRE-PB reduziu de mais de R$ 1 milhão para R$ 30 mil a condenação de Nilvan Ferreira. Já o PT afastou o presidente municipal de Lucena após investigação por armazenamento de vídeos de abuso sexual infantil.
Também em pauta, o TCE-PB aprovou por unanimidade as contas do governador João Azevêdo (PSB) relativas a 2024, destacando avanços, mas apontando desafios.
A política de Campina Grande também ficou movimentada. Jhony Bezerra, pré-candidato a deputado federal, reuniu lideranças para consolidar aliança com Ana Lorena, mas o encontro expôs um distanciamento crescente com Marinaldo Cardoso. Jhony tentou estancar a narrativa, dizendo que “faz política somando” e que divergências regionais podem ser acomodadas.
Na Câmara Municipal, um episódio chamou atenção: uma suplementação milionária para a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) foi aprovada em apenas 54 segundos, ampliando o desgaste do prefeito.
E mais…
– O vereador de João Pessoa, Marcos Henriques (PT) pediu maturidade ao PT na decisão sobre 2026.
– Veneziano acenou positivamente à possível ida de Leo Bezerra ao PT.
– Após críticas de Cida Ramos, Mersinho Lucena garantiu que não mudará seu voto na dosimetria.
– Hugo Motta foi tema de análise de cientistas políticos, que apontaram seu “encurralamento” pelo centrão.
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Por unanimidade, TCE-PB aprova contas de João Azevêdo de 2024 e aponta avanços e desafios na gestão
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Após críticas de Cida Ramos, Mersinho Lucena diz que não recuará de posição sobre dosimetria
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