O Portal Fonte83 traz um resumo especial com os principais fatos que marcaram a política paraibana entre os dias 24 e 28 de novembro, uma semana de forte tensão, movimentação de bastidores e reposicionamentos que começam a redesenhar o caminho rumo a 2026.
A semana começou sob impacto nacional: o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na Paraíba, o deputado estadual Walber Virgolino (PL) reagiu imediatamente e classificou a medida como uma “aberração jurídica”, reacendendo o discurso de confronto da ala bolsonarista local.
Advogados entrevistados no programa Ô Paraíba Boa ponderaram que embargos ainda podem alterar o quadro, mas reconhecem que a decisão ampliou o clima de tensão política no país e, por reflexo, no estado.
Enquanto Brasília fervia, João Pessoa voltou ao centro das atenções. A saída de Thiago Diniz e Zezinho do Botafogo, ambos secretários ligados ao PSB, da gestão de Cícero Lucena (MDB) expôs a crise entre o partido e o prefeito.
Ao comentar o assunto, o governador João Azevêdo afirmou que “política se faz com diálogo” e que cada filiado tem liberdade para decidir seu posicionamento. Ainda assim, o movimento consolidou um afastamento crescente entre o PSB e a gestão municipal.
Na metade da semana, a Assembleia Legislativa aprovou o parecer preliminar da Lei Orçamentária Anual, projetando R$ 25,1 bilhões para 2026. O avanço marca uma das fases mais importantes do calendário legislativo.
Ainda na capital, o Governo do Estado entregou a segunda etapa do Viaduto Luciano Agra, prometendo reduzir gargalos no trânsito do Altiplano.
A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) aproveitou o momento de instabilidade no PSB para reforçar que não pretende apoiar o governo Azevêdo. Ela não descartou proximidade com Cícero Lucena, que, após ingressar no MDB, tem ampliado articulações que atravessam o campo oposicionista.
Enquanto isso, dentro do campo conservador, Major Fábio (Novo) manteve o tom crítico ao PL e reafirmou sua pré-candidatura ao Senado. “A direita não é só o PL”, disse, num recado que expõe a fragmentação do grupo e o distanciamento de parte da direita em relação ao bolsonarismo puro.
Já a Federação Brasil da Esperança (PT–PCdoB–PV) adiou qualquer definição sobre apoio ao governo em 2026, indicando que o xadrez político segue aberto.
Encerrando a semana, a colunista Dayana Lucas movimentou o debate ao defender que “direita não é bolsonarismo”. No artigo, ela separa o conservadorismo tradicional do movimento político criado em torno de Bolsonaro, sustentando que é preciso debater ideias e não apenas lideranças personalistas.
Com rachas, reposicionamentos e pressão por alianças, a semana deixou claro: o tabuleiro político da Paraíba está longe de se acomodar. E, como mostra o resumo político do Portal Fonte83, os próximos meses devem ser de embates ainda mais intensos, dentro dos partidos, entre governo e oposição e até no interior da própria direita. A corrida para 2026 começou.
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