Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América - Foto: Evan Vucci / Associated Press

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que acompanha de perto as eleições brasileiras, marcadas para este domingo (4), mas evitou declarar apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado por jornalistas na saída da Casa Branca se apoiava o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump não respondeu diretamente e disse que observará o processo eleitoral brasileiro de perto.

“Estamos de olho em tudo e vamos observar esta eleição de muito perto”, afirmou Trump. Na quinta-feira (1º), ao ser questionado sobre o pleito brasileiro, o presidente norte-americano já havia dito que o Brasil é um país importante e que a eleição seria igualmente importante. As declarações ocorrem a dois dias do primeiro turno.

A postura de Trump ocorre em meio a críticas de parlamentares democratas dos Estados Unidos sobre uma possível interferência do governo norte-americano no processo eleitoral brasileiro. Em 24 de setembro, 31 congressistas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, manifestando preocupação com ações da administração Trump. Em outra carta, divulgada em 29 de setembro, três senadores democratas voltaram a questionar medidas do governo e falaram em uma suposta “campanha de interferência e desestabilização” no Brasil. As acusações são dos parlamentares e não representam uma conclusão oficial sobre o processo eleitoral.

Entre os pontos citados pelos congressistas estão a nomeação de Darren Beattie para atuar em questões relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado e medidas comerciais adotadas pelo governo Trump. Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado norte-americano afirmou em agosto que respeitaria “qualquer governo” eleito no Brasil e negou a existência de um plano para impedir uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proximidade de Trump com setores da direita brasileira também tem sido acompanhada no exterior. Reportagem do The New York Times citada pela imprensa brasileira apontou que autoridades do Brasil vêm adotando medidas para reduzir riscos de interferência estrangeira, incluindo monitoramento de lobby externo, combate à desinformação e articulação com outros países. O governo Trump, por sua vez, nega intenção de interferir na eleição brasileira.

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