Foto: Reprodução.

Durante o programa Senso Críticoda FGTV, nesta quarta-feira (23), apresentado pelo jornalista Klauber Beserra, foi repercutida a nova rodada da pesquisa Quaest para o Governo da Paraíba. O levantamento mostra Lucas Ribeiro (PP) com 49% das intenções de voto, seguido por Efraim Filho (PL), com 16%, e Cícero Lucena (MDB), com 15%.

O apresentador do Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, Edney Oliveira, participou da análise e destacou a mudança no cenário em relação à pesquisa anterior. Lucas passou de 38% para 49%, enquanto Efraim oscilou de 18% para 16% e Cícero caiu de 19% para 15%; pela margem de erro, de três pontos percentuais, Efraim e Cícero estão tecnicamente empatados.

Ao comentar os 49% de Lucas, Edney observou que, considerando a margem de erro, o candidato pode variar entre 46% e 52%. “Porém, para mim, não é essa ascensão de Efraim a um possível segundo turno. […] A polarização mexe. Não é nenhuma surpresa, porque foi a mesma polarização que levou Marcelo Queiroga ao segundo turno aqui em João Pessoa e talvez essa polarização também possa levar Efraim para um segundo turno.” O comentarista, porém, ressaltou que o cenário precisa ser analisado em conjunto com os demais números da pesquisa.

Edney também chamou atenção para a estratégia de comunicação de Lucas Ribeiro e para o discurso de continuidade em relação ao governo João Azevêdo. “Lucas usou uma estratégia, para mim, assertiva, de governo de continuidade. A todo momento ele colocou o ex-governador João Azevêdo como seu principal dividendo eleitoral e, de forma assertiva, trouxe para ele uma pecha de continuidade, se ele vai se consolidar até dia 4 não sabemos, mas é provável um segundo turno na Paraíba” Sobre Cícero, observou: “A aprovação que Cícero saiu daqui da Prefeitura de João Pessoa, com mais de 60% de aprovação, […] isso credenciou a uma reeleição”, destacou.

Na análise sobre Efraim Filho, o comentarista associou o desempenho do candidato à estratégia de polarização adotada durante a campanha. “Ele acertou ao se agarrar à polarização. A partir do momento em que ele traz Flávio Bolsonaro para o seu palanque, ele traz outros expoentes do elo bolsonarista, ele se amarra à polarização.” Edney também ponderou sobre o alcance dessa estratégia e afirmou: “Não é desdenhar da direita paraibana. A direita paraibana tem força e já mostrou isso.” A pesquisa ouviu 804 eleitores entre 18 e 21 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Assista abaixo ao programa Senso Crítico da FGTV:

Pesquisa Quaest: Lucas Ribeiro com 49%, Efraim com 16% e Cícero com 15%

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