O ex-governador da Paraíba e candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT) afirmou, nesta quarta-feira (9), que a campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda enfrenta uma mobilização limitada no estado. Segundo ele, apesar do apoio formal de partidos da base governista paraibana, a atuação efetiva estaria concentrada em poucos nomes. Ricardo citou a própria participação e a do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) como exemplos de quem estaria se movimentando pela candidatura. A avaliação ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 e às movimentações dos partidos aliados na Paraíba.
Na entrevista, Ricardo lamentou a distância entre o apoio declarado pelas legendas e a presença efetiva na campanha de Lula. Para o petista, a defesa da candidatura precisa ultrapassar os discursos e se transformar em mobilização política no estado. O ex-governador também ampliou a análise para o cenário nacional e comentou a crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF), o Congresso Nacional e os demais Poderes. Na avaliação dele, o momento representa uma ameaça às estruturas democráticas construídas no país.
“Uma crise que ameaça o que resta do nosso arcabouço democrático”, afirmou Ricardo ao se referir ao atual cenário institucional brasileiro. Segundo o ex-governador, existe um processo de “adoecimento do sistema, da política como um todo, principalmente do Congresso Nacional”. Para ele, embora o Judiciário esteja no centro dos debates, a origem de parte dos problemas estaria no Legislativo. “O veio principal não está no Judiciário, mas no Congresso. Só que para quem deveria investigar, não interessa colocar o Congresso”, declarou em entrevista ao jornalista Arimateia Sousa.
Ricardo Coutinho também criticou o que considera uma deterioração do ambiente político nacional e apontou o Congresso como um dos principais focos da crise. A declaração foi dada quando o ex-governador também voltou a destacar a necessidade de maior mobilização política em torno da candidatura de Lula na Paraíba. O petista defendeu que os partidos que integram a base governista estadual transformem o apoio formal ao presidente em participação concreta na campanha. A avaliação ocorre em um cenário de intensa movimentação política para 4 de outubro, tanto no estado quanto no plano nacional.




