O presidente do Novo na Paraíba, Pedro Régis, apontou medidas econômicas e benefícios sociais como argumentos da ação que pode levar à cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB). Em entrevista nesta sexta-feira (6), ele comentou o avanço da investigação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que apura suspeita de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2026.
Segundo Regis, entre os pontos questionados pelo partido estão medidas relacionadas ao Bolsa Família e incentivos financeiros concedidos aos setores de energia e combustíveis durante o período eleitoral. “O que se põe nos pedidos da AIJE do Partido Novo, que ontem à noite foi aceita pelo TSE para que a ação seja processada e julgada, foram justamente os desmandos que ocorreram durante a campanha eleitoral”, afirmou ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.
O dirigente citou a antecipação do pagamento do Bolsa Família, solicitada três dias antes da votação do segundo turno, além de mais de R$ 8 bilhões em subvenções relacionadas ao diesel e à gasolina. “São algumas dessas medidas, sem contar que o governo gastou mais de três vezes durante o ano eleitoral do que nos últimos três anos nas ações corriqueiras da administração pública. Isso é um indício empírico de possível abuso de poder político e econômico”, declarou.
A ação foi considerada apta a tramitar pelo corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou a notificação dos investigados para apresentação de defesa em cinco dias. A decisão não representa condenação. Após as manifestações, o ministro avaliará se o processo será encerrado ou seguirá para produção de provas.
Ouça abaixo a entrevista de Pedro Régis:
TSE dá andamento a ação do Partido Novo contra Lula e Alckmin por suposto abuso de poder político




