A duas semanas da eleição, a indefinição do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil) sobre o segundo voto para o Senado Federal ganhou novo peso no cenário político paraibano. O gestor mantém publicamente o apoio ao senador Efraim Filho (PL) para o Governo e ao senador e candidato à reeleição, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para uma das vagas ao Senado, mas ainda não anunciou quem receberá sua segunda escolha.
A posição ocorre em um momento de intensa movimentação entre prefeitos e lideranças, com mudanças de alianças e maior evidência do chamado voto cruzado. Nas últimas semanas, gestores que estavam alinhados a uma determinada composição passaram a declarar apoio a nomes de grupos diferentes, alterando a configuração das chapas nos municípios.
No caso de Bruno, três nomes aparecem naturalmente no debate sobre o segundo voto: o ex-ministro da saúde, Marcelo Queiroga (PL), que integra a chapa de Efraim; Nabor Wanderley (Republicanos), ex-prefeito de Patos e candidato ao Senado; e a possibilidade de não fechar uma orientação única para sua base. A decisão também é observada pelo peso político de Campina Grande na disputa estadual.
Um dos elementos que interfere nessa definição é o histórico recente da política campinense. Bruno mantém relação política com Veneziano, que o apoiou na reeleição municipal de 2024, enquanto o grupo de Nabor está vinculado à base governista estadual. Já a candidatura de Queiroga remete à disputa municipal de 2024, quando o PL lançou candidatura própria em Campina Grande.
Com a aproximação do pleito, a definição do prefeito passou a ser acompanhada em meio ao crescimento das movimentações pelo segundo voto ao Senado. Pesquisas recentes mostram diferenças entre o primeiro e o segundo voto, enquanto novas adesões e mudanças de posição reforçam a característica cruzada da eleição.
Tovar minimiza desgaste com Bruno e revela movimento para garantir apoio a Nabor em Campina



