Governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) - Foto: Assessoria.

A quatro dias do primeiro turno, o governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP) reagiu nesta quarta-feira (30) à nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela campanha do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB). A representação levanta suspeitas de compra de votos e abuso de poder político e econômico. O caso amplia a tensão jurídica na reta final da disputa pelo Governo da Paraíba.

Ao comentar a ação, Lucas afirmou que ainda não havia tomado conhecimento do conteúdo e classificou a iniciativa dos adversários como uma tentativa de criar repercussão na reta final. “Infelizmente, primeiro que eu não tomei conhecimento ainda, até porque foi agora. Mas é mais uma demonstração de que eles não têm o que falar. Eles estão desesperados, atacando de qualquer forma, de qualquer jeito”, declarou.

O governador também defendeu que sua campanha continuará concentrada em realizações e propostas. “Da nossa parte, a gente vai continuar fazendo uma eleição propositiva, uma eleição onde eu sempre busquei mostrar o que fizemos e também apontar para o futuro, falar sobre o futuro da Paraíba”, afirmou. Segundo Lucas, “em nenhum momento fizeram uma coletiva para falar sobre propostas” e as iniciativas dos adversários estariam voltadas para ataques.

Protocolada nesta quarta-feira, a segunda AIJE da campanha de Cícero cita uma plataforma que, segundo os advogados, teria registrado milhares de abordagens, pedidos e avaliações sobre eleitores. Entre as demandas mencionadas estão consultas, exames, cirurgias, botijões de gás, materiais de construção e empregos; a ação também aponta a suposta participação de servidores públicos nas visitas.

A ofensiva jurídica ocorre no mesmo dia em que Pedro Coutinho (DC) formaliza a desistência da candidatura ao Governo e anuncia apoio a Lucas Ribeiro, em coletiva em João Pessoa. A decisão foi comunicada na noite de terça-feira (29), após o debate entre os candidatos, e ocorre quatro dias antes da votação, marcada para domingo (4). Como o prazo legal para alterações já terminou, o nome de Coutinho deverá permanecer na urna.

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