O senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ao Governo da Paraíba, voltou a comentar a investigação que envolve seu segundo suplente, Erik Janson Marinho, apontado pela Polícia Federal (PF) como suspeito de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao chamado “Careca do INSS”. O parlamentar afirmou ainda que mantém confiança no suplente e ressaltou que não é investigado no caso.
Ao explicar os critérios para a escolha de Erik Marinho como suplente nas eleições ao Senado, Efraim destacou o perfil empresarial do aliado e disse acreditar que ele conseguirá comprovar sua inocência durante a investigação. “Ele foi escolhido porque representa o agro, é um empreendedor, é construtor e já apresentou defesa nesse caso. A denúncia foi sobre a questão do uso do avião, que pertence a ele. Espero, sim, que, apresentando a defesa, ele possa ser devidamente livrado do processo”, ressaltou durante entrevista ao programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba.
Questionado se continua confiando no suplente, o senador respondeu afirmativamente e fez questão de separar sua situação da investigação conduzida pela Polícia Federal. “Acredito que sim. Ele apresentou as defesas, a defesa me pareceu bastante crível e acredito que, quando analisado, conseguirá provar sua inocência. É importante deixar claro que o próprio Supremo Tribunal Federal e o próprio jornal que trouxe a notícia deixaram evidente que essa é uma relação do cidadão Erik. O senador Efraim não é investigado, não é alvo de operação e não tem nenhuma ligação com o tema. Tenho 20 anos de vida pública de ficha limpa. Nunca respondi a um processo e isso é muito importante para mim”, destacou.
Durante a entrevista, Efraim também voltou a explicar o pagamento de um boleto de aproximadamente R$ 51 mil quitado por Erik Marinho, fato revelado em março pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pelo Portal Fonte83. Segundo o senador, o pagamento ocorreu porque ele não tinha recursos disponíveis na conta no dia do vencimento e o suplente se ofereceu para emprestar o valor.
“No dia do pagamento do boleto, eu não estava com recurso na minha conta. Ele, que tem essa relação de suplente comigo, se dispôs a emprestar esse dinheiro. Fiz questão de devolver, ele disse que não queria receber, mas continuo pronto para pagar assim que for o caso”, concluiu.
O pagamento foi identificado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), elaborado no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF). O documento aponta que Erik Marinho realizou pagamentos de boletos em nome de terceiros, incluindo o do senador paraibano. Apesar da citação, Efraim Filho não figura como investigado no inquérito. Já Erik Marinho é investigado por suspeita de participação em um esquema de ocultação patrimonial e lavagem de capitais, e o caso segue em apuração pelas autoridades.



