Senador Efraim Filho, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

O portal Fonte83 confirmou reportagem do jornal Estadão que aponta que o senador Efraim Filho teve um boleto no valor de R$ 51 mil quitado por seu segundo suplente, Erik Janson Marinho, investigado por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao chamado “Careca do INSS”.

A transação foi identificada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, produzido dentro das investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto.

Apesar da citação, Efraim Filho não é investigado no caso.

Em declaração ao próprio Estadão, o senador explicou que pediu ajuda ao suplente no momento do vencimento da cobrança.

“Se trata de um boleto de um contrato privado meu. No dia do vencimento, eu não tinha o valor em conta e perguntei se ele podia me ajudar a quitar”, afirmou.

Efraim também disse que tentou devolver o valor, mas que o suplente não cobrou o pagamento.

Erik Marinho foi alvo de uma das fases da operação e, segundo a Polícia Federal, teria atuado em etapas relevantes de um esquema de ocultação patrimonial e lavagem de capitais. As investigações apontam que ele utilizava empresas com baixo capital social para esconder bens, incluindo aeronaves.

De acordo com o relatório do Coaf, foram identificados pagamentos de boletos em nome de terceiros, entre eles o do senador paraibano.

O caso segue sob investigação e pode gerar novos desdobramentos, embora até o momento não haja imputação direta contra Efraim Filho.

Compartilhe esse conteúdo: