O deputado estadual Eduardo Carneiro (PP) projetou, nesta terça-feira (30), os possíveis cenários para um eventual segundo turno das eleições ao Governo da Paraíba e demonstrou confiança na estratégia da base governista. O parlamentar afirmou que os grupos de oposição não representam motivo de preocupação para o bloco político que apoiará a candidatura do governador Lucas Ribeiro (PP) em 2026.
Na avaliação de Eduardo Carneiro, a principal dificuldade da oposição será construir uma aliança única em uma eventual segunda etapa da disputa. Segundo ele, os diferentes grupos políticos que hoje integram o campo oposicionista possuem interesses distintos e dificilmente caminharão juntos em torno de um único projeto.
“Não faz medo, porque eles nunca vão se juntar todos. Uma parte vai para um lado, outra parte vai para o outro. Se estivessem todos unidos, seria um cenário diferente, mas a política mudou muito de 2020 para cá”, destacou durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM.
A declaração faz referência aos grupos liderados pelo ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), e pelo senador Efraim Filho (PL-PB), que aparecem entre os principais nomes da oposição para a disputa estadual. Para o deputado, a fragmentação política tende a permanecer ao longo do processo eleitoral, favorecendo o campo governista.
Eduardo Carneiro também confirmou que disputará a reeleição para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) integrando a chapa governista. O grupo será encabeçado por Lucas Ribeiro na corrida pelo Governo do Estado e contará ainda com o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), como candidatos ao Senado Federal.
Lucas Ribeiro assumiu o comando do Governo do Estado no início de abril deste ano, após a renúncia de João Azevêdo, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 4 de outubro. Eleito vice-governador em 2022 na chapa de Azevêdo, Lucas agora buscará a reeleição ao Palácio dos Despachos do Governo, já que o período em que exerce o mandato é considerado seu primeiro mandato como governador.



