Durante o programa Senso Crítico da FGTV, nesta segunda-feira (21), apresentado pelo jornalista Klauber Beserra, foram repercutidos os bastidores da campanha eleitoral e uma entrevista exclusiva concedida pelo candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), ao jornalista e correspondente Jordan Bezerra. Entre os temas, estiveram segurança pública, debates, interiorização da campanha e mudanças recentes de apoio.
Na entrevista, realizada em Santa Teresinha, na região de Patos, Cícero respondeu às críticas relacionadas às declarações que havia feito sobre operações de segurança pública. O candidato afirmou que não pretende fazer política com o tema e defendeu a valorização dos profissionais da área. “Segurança é vida; se é vida, tem que ter prioridade”, declarou.
Cícero também afirmou que, caso seja eleito governador, pretende ampliar o efetivo das polícias e melhorar a remuneração dos profissionais. “Se hoje é o pior salário do Brasil, eu vou fazer o melhor salário do Nordeste”, disse. Ele acrescentou que pretende instalar, já no primeiro dia de governo, um gabinete de crise voltado especificamente para a segurança pública.
Outro ponto destacado por Jordam Bezerra foi a relação da campanha com o interior da Paraíba. O jornalista lembrou que, em 2022, o resultado eleitoral de João Azevêdo foi definido também pelo desempenho no interior, apesar das dificuldades nos dois maiores colégios eleitorais do Estado. Cícero afirmou que sua trajetória e origem sertaneja justificam o compromisso de ampliar a atenção às diferentes regiões paraibanas.
A reta final também foi marcada, segundo o relato apresentado no Senso Crítico, pelas mudanças de apoio e pelo chamado voto cruzado. Ao comentar a saída de Felipe Leitão de sua articulação e o apoio anunciado a um adversário, Cícero afirmou: “Essa eleição tem tido uma característica muito triste, que é exatamente essa mistura de candidaturas, de propostas, de votos cruzados de todo jeito”. O programa também repercutiu uma nova movimentação política no Sertão e avaliou que outras mudanças ainda podem ocorrer até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.




