O debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB) e Lucas Ribeiro (PP), realizado pela TV Correio na noite desta quinta-feira (24), foi marcado por uma das discussões mais acaloradas da campanha. O confronto começou com críticas de Cícero à segurança pública do Estado e rapidamente evoluiu para uma troca de acusações sobre facções criminosas, prisões de policiais e episódios relacionados às trajetórias políticas dos dois candidatos.

Cícero questionou a atuação do governo diante de casos recentes de violência na Região Metropolitana de João Pessoa e citou a Operação Perfidus, que prendeu servidores da Polícia Civil investigados por suspeitas relacionadas a um esquema criminoso envolvendo drogas. Entre os presos estão o investigador Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, o delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e o investigador Eduardo Jorge, conhecido como “Mão Branca”.

Lucas reagiu de forma contundente e afirmou que o próprio governo estadual foi responsável pela prisão dos agentes investigados. O candidato destacou investimentos na estrutura da Polícia Civil e citou a atuação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) como exemplo das ações realizadas durante sua gestão. “A verdade, candidato, a diferença pra gente é que, no meu governo, faccionado é preso. No seu, ganha emprego na Prefeitura de João Pessoa”, afirmou Lucas, em referência à gestão de Cícero na Capital.

A resposta provocou nova reação de Cícero, que afirmou que a presença de facções criminosas na Paraíba não seria um problema recente. O emedebista mencionou o chamado Grupo das Várzeas e afirmou que sua trajetória política e a de sua família são transparentes. Na sequência, Lucas voltou a confrontá-lo e acusou o adversário de fugir do tema. O governador também fez referência à Operação Mandare ao rebater as menções feitas por Cícero ao passado familiar.

O confronto continuou quando Cícero voltou a criticar a política de segurança do Estado e citou especificamente Cabedelo, questionando o funcionamento do sistema de monitoramento da cidade. O candidato afirmou que a ausência ou deficiência das câmeras teria contribuído para a atuação de grupos criminosos. O embate terminou com os dois candidatos sustentando versões distintas sobre a atuação do poder público no combate às facções, transformando a segurança em um dos principais momentos de confronto direto do debate.

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