A ex-secretária Executiva de Segurança Urbana de João Pessoa e candidata a deputada federal Capitã Rebeca (Republicanos) defendeu, nesta quinta-feira (24), uma atuação integrada das forças de segurança no enfrentamento às facções criminosas na Paraíba. A declaração ocorreu durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, apresentado pelo jornalista Klauber Beserra.
A fala ocorre em meio ao aumento da preocupação dos paraibanos com a violência. Pesquisa Quaest divulgada na última terça-feira (22), encomendada pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, apontou que 33% dos entrevistados consideram a violência o principal problema do estado, dez pontos acima dos 23% registrados no levantamento anterior.
Rebeca citou ainda a operação realizada em Bayeux contra uma organização criminosa apontada pela Polícia Civil como responsável pela expulsão de cerca de 250 famílias dos bairros Mutirão e Mário Andreazza. Na ação, foram cumpridos 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão, com 17 prisões registradas até a atualização divulgada pelas autoridades.
Ao comentar o cenário, a candidata defendeu que as facções sejam enfrentadas como organizações estruturadas, ao mesmo tempo em que o poder público atue para impedir o aliciamento de jovens. “Primeiro a gente entende que facção criminosa é uma empresa. É uma empresa que tem membro, tem caixa, tem toda uma hierarquia, toda uma estrutura. Então a gente não pode tratar faccionado como bichinho, nem como coitadinho”, destacou.
Rebeca também relacionou o enfrentamento à criminalidade com educação, qualificação profissional e integração entre as forças de segurança. “A gente precisa ser implacável contra as facções criminosas, mas, ao mesmo tempo, a gente precisa ter política pública para chegar no jovem antes do crime”, afirmou. Segundo ela, o trabalho policial deve ocorrer de forma conjunta, com compartilhamento de informações e resposta rápida, enquanto as políticas sociais buscam reduzir o espaço de influência das organizações criminosas.



