A defesa do secretário-chefe do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, representada pelo advogado Igor Guimarães Lima, divulgou nesta terça-feira (29) uma nota à imprensa após o afastamento cautelar do gestor no âmbito da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O caso foi repercutido no programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV.
Segundo a defesa, Júnior Pires recebeu a decisão judicial com “serenidade e respeito às instituições” e decidiu pedir exoneração do cargo para se dedicar exclusivamente ao esclarecimento dos fatos. A Prefeitura de João Pessoa informou que ainda não havia sido oficialmente notificada da decisão e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Na nota, o advogado afirma que Júnior Pires “nega categoricamente qualquer envolvimento com organizações criminosas ou qualquer participação em eventual negociação de apoio político com facções”. A defesa também sustenta que o secretário “não possui qualquer vínculo com o crime organizado” e que está à disposição do Judiciário e das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
O documento ressalta ainda que o afastamento possui natureza cautelar e processual, não representando, por si só, uma conclusão sobre responsabilidade ou culpabilidade. “A própria Polícia Federal informa que as diligências têm, entre seus objetivos, aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos”, diz a defesa.
Ao final, a defesa afirma manter confiança na Justiça e no devido processo legal e diz que a prioridade, neste momento, é esclarecer os fatos. “Júnior Pires reafirma sua convicção de que os fatos serão devidamente esclarecidos e que sua inocência será demonstrada ao longo da apuração”, registra a nota.




