O deputado estadual e candidato ao Senado André Gadelha (MDB) afirmou, nesta terça-feira (22), que a decisão de Ivonete Ludgério de abandonar sua primeira suplência e declarar apoio ao ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos) ocorreu após ele se recusar a trocar bases eleitorais em Sousa. Em entrevista ao programa Senso Crítico, da FGTV, Gadelha expôs os bastidores da mudança e disse ter sido “vítima” da decisão.
“Eu não faço política com dinheiro, nunca fiz, graças a Deus. Minhas campanhas sempre foram muito pé no chão, cumprindo o que pode ser cumprido, honestamente, conversando com as lideranças, com os eleitores”, declarou. Ao comentar a mudança de grupo, disse que, na avaliação dele, o eleitor precisa analisar o cenário de forma crítica e questionou a alteração de posicionamento diante dos serviços e ações que, segundo ele, já haviam sido reconhecidos politicamente.
Gadelha também citou a relação de Ivonete com sua candidatura e afirmou que a escolha da vereadora como primeira suplente ocorreu após uma indicação do próprio esposo, o deputado estadual Manoel Ludgério. “É lamentável que isso acontecesse. Nós aceitamos por acreditar ser uma mulher corajosa, uma mulher de seis mandatos de vereadora, e que traz uma história do Cariri”, afirmou. Segundo ele, a suplente não teria participado de atividades de campanha ao seu lado em Campina Grande.
Ao ser questionado sobre a postura de Manoel Ludgério, que anteriormente havia criticado nas redes sociais uma mudança de apoio político semelhante, André respondeu que caberia ao deputado explicar a decisão. “Quem tem que justificar é ele, porque nós cumprimos. Eu fiz o que devia ser feito, levei o nome dela, elogiando a história dela. Agora, eu nunca tive um gesto de lá para cá. Nunca gravou um guia eleitoral comigo, nunca pegou um material com a minha foto e a dela para Campina Grande”, disse. Gadelha acrescentou: “E nesse momento eu fui vítima.”
Sobre a possibilidade de apoio de Manoel em Sousa, André afirmou que chegou a discutir a apresentação de lideranças que não tinham compromisso eleitoral com seu primo Lafayette Gadelha, candidato a deputado estadual. Segundo ele, três horas após receber uma mensagem cobrando uma definição, Manoel apareceu em vídeo declarando apoio à candidatura de Nabor. “Ele não pediu a base, mas pediu uma ajuda. […] Eu disse que, para mim, era muito difícil levar o nome de Manoel para Sousa porque existe um primo, candidato a deputado estadual”, afirmou. Ivonete anunciou a saída da suplência em 18 de setembro, ao lado do marido e com a presença do deputado federal Hugo Motta, em um movimento que a levou para a chapa governista de Nabor.
Assista abaixo a entrevista de André ao programa Senso Crítico da FGTV:
Após renúncia de Ivonete, Democracia Cristã pede ao TSE cassação da candidatura de André Gadelha



