Mesmo com a iminente mudança do PL para o MDB, o deputado federal Wellington Roberto comentou, nesta segunda-feira (24), a manutenção da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba, o parlamentar atribuiu parte do desgaste político do líder da direita ao comportamento de pessoas próximas, especialmente seus filhos.
“Voltei em Bolsonaro e tenho muito a agradecer a ele. Mas essa condição do radicalismo sempre puxa para baixo a questão política, e só sobra para o ex-presidente Bolsonaro”, disse Wellington. O deputado criticou atitudes de aliados que, segundo ele, agravam a crise em torno de Bolsonaro: “Essas pessoas realmente não têm controle do que estão fazendo. Só tenho a lamentar”, criticou.
Sobre o futuro jurídico do ex-presidente, Wellington aposta no cumprimento da pena em regime domiciliar, condicionado à avaliação da Justiça sobre a saúde de Bolsonaro.
Contexto da prisão
Bolsonaro foi detido no último sábado (22) e está na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. A prisão preventiva foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, que considerou risco de fuga e ameaça à ordem pública. Na véspera, o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica, e uma vigília convocada pelo filho Flávio Bolsonaro (PL–RJ) também foi interpretada como tentativa de obstrução do monitoramento.
Na segunda-feira (24), a Primeira Turma do STF, por unanimidade, manteve a decisão de Moraes. O processo conhecido como trama golpista, no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa, está na fase final de recursos. Quando esta etapa for concluída, a condenação se tornará definitiva, e a execução da pena será iniciada.
O tribunal ressaltou dois pontos centrais que motivaram a prisão preventiva: a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica e a convocação pública para a vigília, o que poderia facilitar a fuga ou obstruir o cumprimento da prisão domiciliar. A medida é reavaliada a cada 90 dias, conforme a lei penal, enquanto os riscos apontados pelo STF persistirem.
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