O clima político na Câmara dos Deputados voltou a esquentar após o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Casa, Lindbergh Farias, reagir ao anúncio de rompimento feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em entrevista ao GloboNews Mais, nessa quarta-feira (26), Lindbergh classificou o gesto como “imaturo” e disse ter tomado conhecimento do rompimento pela imprensa.
Segundo o petista, não houve motivo pessoal para a crise. “Minha relação sempre foi política e institucional. Não somos um clube de amigos. O presidente precisa compreender isso”, afirmou.
Lindbergh disse que a tensão surgiu porque resistiu a algumas pautas defendidas por Motta, como a votação da urgência da anistia e da chamada PEC da Blindagem. “Eu sou governo. Não poderia ficar calado diante de temas que considero prejudiciais. A minha reação foi política”, pontuou.
O líder do PT ainda rebateu a ideia de que o Centrão possa pressionar sua condução na liderança: “Não é o Centrão que vai indicar o líder do PT. Sou eu que respondo pelo partido na Câmara”, disparou.
Apesar do tom duro, Lindbergh frisou que não se trata de uma ruptura irreparável. “É preciso separar divergência política de rompimento pessoal. A relação é institucional e tem que seguir dessa forma”, completou.
A troca de farpas expõe mais um capítulo da disputa interna por protagonismo no Congresso em um momento de votações sensíveis e de reconfiguração de blocos políticos na Câmara.
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