Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) confirmou que assumirá a liderança da oposição na Câmara dos Deputados em 2026, justamente no ano eleitoral que promete ser o mais conturbado da política brasileira recente. A escolha acontece em meio ao caos: Bolsonaro preso, a direita nacional fragmentada e o PL pressionado por sua base para reagir ao Supremo e à paralisia na votação da anistia.

Mesmo nesse ambiente de disputas internas, o nome de Cabo Gilberto emergiu como consenso dentro da bancada. Segundo ele, as assinaturas já foram reunidas, e a oficialização será feita pelo atual líder da oposição, Luciano Zucco, com participação de lideranças nacionais do PL. “Meu nome foi escolhido praticamente por unanimidade. Estou feliz e lisonjeado”, disse o paraibano, que considera a escolha um marco político para o estado.

Atualmente vice-líder da oposição, ele comandará a linha de enfrentamento ao governo Lula em um período em que a direita busca reorganização sem seu principal líder livre para atuar. A expectativa, nos bastidores, é de que Cabo Gilberto adote uma postura ainda mais dura e ideológica, alinhada às alas mais radicais do bolsonarismo, especialmente diante da pressão crescente por uma votação da anistia que o Congresso insiste em adiar.

Em entrevista ao portal Fonte83, o deputado voltou a criticar o presidente da Câmara, Hugo Motta, por não colocar o tema em votação. “Eu já cobrei diversas vezes. Ele diz que são os líderes partidários. Chega na reunião e os líderes ficam fazendo o copo mole, e ele fala: ‘Olha aí, Gilberto, os líderes não querem votar’. A situação dele é desconfortável. Ser presidente da Câmara em um momento de ditadura como essa, onde da Suprema Corte vem chantageando parlamentares e presidentes de partido de forma explícita”, afirmou.

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