Os vereadores de Campina Grande devem se reunir nesta terça-feira (30) para votar a Lei Orçamentária Anual (LOA) que definirá como a Prefeitura pretende aplicar os recursos públicos em 2026. A proposta enviada pelo Poder Executivo projeta um orçamento superior a R$ 2,44 bilhões, representando um crescimento de 8,16% em relação ao exercício financeiro de 2025.
O texto revela uma mudança significativa nas prioridades da administração municipal. Diferentemente do orçamento anterior, a Secretaria de Educação volta a ocupar o posto de maior fatia dos recursos, com previsão de mais de R$ 654 milhões, um aumento expressivo de 18,53%. A pasta retoma o protagonismo após, em 2025, ter sido superada pelo Fundo Municipal de Saúde.
A Saúde, por sua vez, aparece como a segunda maior destinatária do orçamento, com cerca de R$ 625 milhões previstos. Apesar do volume elevado, o crescimento em relação ao ano anterior é modesto: apenas 2,93%. O dado chama atenção em meio ao cenário enfrentado ao longo deste ano. Segundo informações da Secretaria de Finanças, até outubro de 2025, todos os recursos próprios destinados à Saúde já haviam sido consumidos, o que obrigou o município a manter parte dos serviços com apoio de emendas federais.
Outro ponto que deve entrar no radar do debate político é o aumento no orçamento do Poder Legislativo. A proposta reserva R$ 51 milhões para a Câmara Municipal em 2026, R$ 11 milhões a mais do que o valor aprovado para 2025. O reajuste representa um crescimento superior a 27% nas despesas do Legislativo, percentual bem acima da média geral do orçamento municipal.
Entre as demais áreas com maiores volumes de recursos previstos estão a Secretaria de Obras, com R$ 223,2 milhões; a Secretaria de Finanças, com R$ 183,2 milhões; e a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, que deve contar com pouco mais de R$ 101,5 milhões.
A votação da LOA costuma ser um dos momentos mais estratégicos do calendário legislativo, pois define não apenas números, mas também o rumo das políticas públicas do município. A expectativa é de que o texto seja analisado em meio a debates sobre prioridades, capacidade de execução e equilíbrio entre áreas essenciais, como Saúde, Educação e infraestrutura urbana.
Caso seja aprovada sem alterações, a proposta servirá como base para a execução financeira da gestão municipal ao longo de 2026, influenciando diretamente a oferta de serviços públicos à população da Rainha da Borborema.
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