A crise na saúde de Campina Grande voltou ao centro dos debates da Câmara Municipal  nesta terça-feira (4). O vereador Tertuliano Maracajá (Republicanos) criticou a gestão municipal e questionou a falta de pagamento aos servidores da área, mesmo após a aprovação de uma suplementação orçamentária de R$ 95 milhões na semana passada.

O parlamentar, que votou contra o projeto, afirmou que os trabalhadores seguem sem receber e que a Câmara já se prepara para analisar um novo pedido de crédito adicional, o nono em 2024, segundo ele. “Os funcionários continuam sem receber. Disseram que seria pago no dia 7, agora já falam em dia 10, e nada se resolve. A prefeitura está quebrada, essa é a verdade”, desabafou o vereador, em tom de indignação.

Maracajá também criticou o que chamou de “repetição de erros” na condução das contas públicas: “O orçamento do município é de R$ 2,2 bilhões, e o prefeito já executou R$ 600 milhões sem precisar do parlamento. Mesmo assim, já vai para o nono pedido de suplementação e não há solução”, disse.

A declaração ocorre poucos dias após a Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG) aprovar, por maioria, o pedido de crédito enviado pelo Executivo em regime de urgência. O texto prevê reforço financeiro principalmente para o Fundo Municipal de Saúde, mas também destina recursos à Secretaria de Administração, ao Fundo de Assistência Social, à STTP e à Urbema.

O projeto foi alvo de embates entre a base governista e a oposição, que apresentou uma emenda modificativa, rejeitada em plenário. Mesmo com a aprovação, sindicatos e servidores da saúde continuam cobrando da prefeitura o pagamento dos salários em atraso, e o caso já foi levado ao Ministério Público.

Nos bastidores da Câmara, a previsão de um novo pedido de suplementação nos próximos dias reforça o clima de desgaste entre o Legislativo e o Executivo. Enquanto isso, o impasse orçamentário mantém em evidência um dos temas mais sensíveis da atual gestão: o colapso financeiro da saúde pública campinense.

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