O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, afirmou nesta sexta-feira (27) que a obra de triplicação da BR-230, no trecho entre Cabedelo e João Pessoa, passou a integrar o Fiscobras, sistema de fiscalização permanente da Corte voltado ao acompanhamento de obras públicas com recursos federais.
A declaração foi feita durante participação no 3º Congresso e Feira de Oportunidades para Municípios da Paraíba (CONFEP), realizado no Centro de Convenções de Campina Grande e a entrevista repercutida no programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM, em meio às críticas pela demora na execução do projeto, que se arrasta há quase uma década. “Essa obra é um problema histórico para João Pessoa e para a Paraíba, pois se trata de um eixo que precisa ser triplicado e que já se consolidou como um importante corredor urbano. Ele liga Cabedelo, no início da BR-230, ao bairro do Oitizeiro, e há necessidade de mais celeridade na execução dessa intervenção”, argumentou.
O ministro explicou que a inclusão no Fiscobras representa um acompanhamento contínuo por parte do TCU. “Essa obra está incluída no Fiscobras, que é uma auditoria permanente realizada para subsidiar o envio de informações à Comissão de Orçamento”, pontuou.
Vital do Rêgo Filho também destacou que acompanha de perto a situação e reconheceu o histórico de dificuldades enfrentadas ao longo dos anos. “Eu tenho tido uma atenção especial com essa obra, porque participo dela indo para Cabedelo. Eu sei das décadas de situações que foram modificadas. Teve um tempo que o Exército assumiu, teve outro tempo que a construtora faliu”, detalhou
Apesar dos entraves, o ministro garantiu que há previsão de recursos para continuidade dos serviços. “Então, o DNIT está alocando recursos”, finalizou.
Histórico de atrasos
A obra de triplicação da BR-230 foi iniciada em 2017, durante o governo Michel Temer (MDB), com orçamento superior a R$ 255 milhões. O projeto prevê a ampliação de cerca de 28 quilômetros da rodovia, incluindo a construção de 13 viadutos e a reforma de outros três.
Desde então, o empreendimento enfrenta uma série de problemas, como abandono por parte da empresa contratada e investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre possíveis irregularidades.
Em 2020, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a execução foi transferida ao Exército, mas o avanço das obras permaneceu limitado.
Mais recentemente, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que pretende acelerar a conclusão do projeto.
Com a entrada da obra no Fiscobras, a expectativa é de maior rigor no acompanhamento e pressão institucional para destravar um dos principais corredores viários da Paraíba.
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