Jean Nunes, secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social - Foto: Dayana Lucas

A falta de integração entre os bancos de dados das forças policiais brasileiras ainda representa um obstáculo para o combate ao crime organizado. A avaliação é do secretário de Estado da Segurança e Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes, que defendeu o compartilhamento nacional de informações como uma das principais contribuições da PEC da Segurança Pública, aprovada em primeiro turno pelo Senado Federal.

Em entrevista à Rádio CBN Paraíba, nesta quarta-feira (4), o secretário explicou que informações importantes para investigações, como boletins de ocorrência e mandados de prisão, nem sempre estão disponíveis para consulta por polícias de outros estados. Na avaliação dele, essa fragmentação dificulta o trabalho das autoridades, principalmente porque a atuação das organizações criminosas ultrapassa fronteiras estaduais.

“Cada estado é uma ilha, com seus boletins de ocorrência e mandados de prisão. Isso acaba dificultando as ações em um nível maior, porque o crime e os criminosos não se limitam ao território onde estão agindo”, afirmou Jean Nunes.

O secretário revelou que a Paraíba já mantém articulações com o Governo Federal para ampliar essa cooperação, mesmo antes da aprovação da proposta. Segundo ele, há encaminhamentos em andamento com o ministro da Justiça, Wellington César, e com a Secretaria Nacional de Segurança Pública para fortalecer a troca de informações entre os órgãos.

“Com a PEC, essa possibilidade fica muito mais efetiva. Ela permite que a gente consiga ter acesso a todos os dados e compartilhar, de maneira unificada, toda essa estrutura de informações: mandados de prisão, veículos roubados, reconhecimento facial, boletins de ocorrência, Carteira Nacional de Habilitação e outros dados”, explicou.

Para Jean Nunes, a integração permitirá melhorar a capacidade de investigação e a identificação de suspeitos em diferentes regiões do país. O secretário considera que o acesso compartilhado às informações poderá tornar as ações policiais mais eficientes, especialmente no enfrentamento de organizações criminosas que atuam em mais de um estado. “É fundamental ter dados, compartilhamento de informações, para que esse sistema possa ser cada vez mais eficiente na elucidação dos crimes”, concluiu.

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